Pesquisa

Confiança do consumidor paulista e paulistano tem alta em janeiro

Texto: Redação Revista Anamaco

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP), elaborado para o Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP) pela PiniOn, alcançou, em janeiro, 99 pontos, aumentando 1,0% em relação a dezembro e diminuindo 1,0% na comparação com o mesmo mês de 2025. Apesar da alta mensal, o ICCP ainda se mantém no campo pessimista (abaixo de 100 pontos).
No recorte de classes socioeconômicas, o ICCP continuou apresentando resultados heterogêneos, com aumento de confiança para as famílias da classe C e DE e estabilidade para aquelas pertencentes à classe AB. Em termos de gênero, a melhora da confiança se concentrou nos entrevistados do sexo masculino, enquanto, para as mulheres, houve estabilidade.
O estudo mostra, ainda, que melhorou a percepção das famílias em relação à sua situação financeira atual e também houve melhora, mais acentuada, das expectativas de renda e emprego. A percepção de segurança no emprego se manteve estável em relação ao mês passado.
Já o Índice de Confiança do Consumidor da Cidade de São Paulo (ICCSP) alcançou 93 pontos, em janeiro, aumentando 5,7% em relação a dezembro, enquanto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o ICCSP apresentou estabilidade. Apesar do aumento mensal, o ICCSP ainda se mantém no campo pessimista.
Com relação à evolução da confiança dos consumidores da cidade de São Paulo, distribuídos por classes socioeconômicas, a pesquisa revela que os resultados foram similares aos do ICCP, com aumento para os entrevistados pertencentes às classes C e DE e estabilidade para os classificados na classe AB. Em termos de gênero, houve melhora da confiança para os entrevistados do sexo masculino e queda para os do feminino.
Similar ao registrado na pesquisa estadual, houve melhora tanto das percepções em relação à situação atual como das expectativas de emprego e renda, com maior intensidade no caso dessas últimas e com estabilidade da segurança no emprego. “Esse aumento generalizado da confiança se traduziu em maior propensão a comprar itens de maior valor, tais como carro e casa, e bens duráveis, tais como geladeira e fogão, além de aumentar a disposição a investir para o futuro”, explica Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.
Na sua análise, a melhora da confiança dos consumidores paulistas e paulistanos poderia ser explicada pela continuidade de geração de emprego e pelos aumentos de renda, provenientes do mercado de trabalho e das transferências de renda governamentais. “Durante os próximos meses, os efeitos positivos dos fatores anteriores sobre os níveis de confiança podem ser compensados pelos efeitos negativos exercidos pelo alto grau de endividamento das famílias e pela desaceleração econômica, decorrente do nível elevado dos juros”, finaliza.

Foto: Adobe Stock

 

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