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ABB apoia ação para capacitar e inserir pessoas trans no mercado de trabalho

Texto: Redação Revista Anamaco

A ABB firmou convênio com o Instituto Ser+ para apoiar a terceira edição do projeto TransCarreiras, da entidade, voltado à inserção de população trans no mercado de trabalho. A empresa vai custear, integralmente, cinco bolsas de graduação tecnológica para pessoas trans e travestis da Grande São Paulo com mais de 18 anos, que serão selecionadas pelo Ser+ e acompanhadas durante os cursos, ao longo dos quais também vão receber suporte psicológico, ajuda de custo de R$ 500 mensais e outras capacitações.
Esta edição do programa vai oferecer um total de sete bolsas de estudo, duas delas custeadas pelo Banco Bradesco, além das cinco viabilizadas pela ABB. As graduações têm previsão de iniciar em agosto, sem qualquer custo para os participantes.
A empresa também vai participar das capacitações do projeto e encorajar a busca de vagas na empresa. “A ABB tem a diversidade e a inclusão no centro de sua estratégia e reforça que todas as pessoas são bem-vindas. Aqui, procuramos construir um ambiente de tolerância zero com o preconceito e que oferece ferramentas para as pessoas inovarem e se desenvolverem continuamente”, afirma Juliana Molognoni, líder de RH da ABB no Brasil. 
Daniela Pereira, superintendente Sênior de Diversidade, Equidade e Inclusão do Bradesco, frisa que o programa mira a promoção de uma inclusão concreta. “Ao apoiar o TransCarreiras, reforçamos nosso compromisso em promover inclusão com ações práticas, contribuindo para que mais pessoas tenham acesso a oportunidades de desenvolvimento profissional e possam construir suas trajetórias com autonomia”, pontua.
Nas duas primeiras edições, o TransCarreiras reuniu 22 participantes, dos quais metade está empregada no regime CLT. O programa nasceu para enfrentar a vulnerabilidade prevalente entre pessoas trans e travestis, cujas histórias costumam compartilhar a expulsão de casa na adolescência, a evasão escolar, o alijamento do trabalho e a sobrevivência via prostituição, alternativa de renda para 90% dessa população em algum momento da vida, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). “Pessoas trans e travestis seguem sendo as que mais sofrem com a falta de acesso à educação e ao trabalho formal. Nosso papel é abrir essa porta e caminhar junto, com bolsa, formação e cuidado, em toda a jornada”, afirma Wandreza Ferreira, CEO do Instituto Ser+.

Foto: Divulgação

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