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Aço da ArcelorMittal leva energia solar a comunidades isoladas da Amazônia

Texto: Redação Revista Anamaco

A inovação tecnológica está transformando a realidade de milhares de famílias em áreas remotas da Amazônia. O aço de alta performance Magnelis®, produto patenteado e produzido pela ArcelorMittal na Unidade Vega, em São Francisco do Sul (SC), passou a ser o pilar fundamental das estruturas que sustentam sistemas individuais de geração de energia solar fotovoltaica nos Estados do Acre e Mato Grosso, sob concessão da Energisa
O projeto, que integra o Programa Luz para Todos, do Governo Federal, une desenvolvimento socioambiental, inclusão energética e engenharia de ponta. O sistema utiliza miniusinas compostas por uma torre metálica, duas placas solares e uma bateria para garantir autonomia energética a residências em comunidades ribeirinhas, quilombolas e aldeias indígenas, incluindo territórios como o Xingu e as terras Xavante. A torre é construída com o aço Magnelis® pela empresa 3e Soluções, especializada em eficiência energética.
Sebastièn Jean Cremel, especialista em pesquisa e desenvolvimento (R&D), da ArcelorMittal, explica que a escolha do material é estratégica para enfrentar os desafios logísticos e climáticos da região.
Segundo ele, diferente do aço convencional, o produto possui uma composição que oferece propriedades de autocicatrização nas bordas cortadas e altíssima resistência à corrosão em ambientes agressivos, fator essencial diante da elevada umidade e do ambiente da floresta. “Essas vantagens são essenciais para locais onde o acesso só é possível após longas jornadas que envolvem rodovias, barcaças, pequenas embarcações conhecidas como "voadeiras" e veículos off-road. A ArcelorMittal trabalha com pesquisa e inovação em soluções de alta qualidade para diversos setores da indústria. O aço Magnelis® é um produto extremamente diferenciado e com as propriedades ideais para ambientes mais agressivos, como florestas e áreas litorâneas”, salienta.
Davi Ponte, diretor Comercial da 3e Soluções, destaca que as  características de resistência do aço Magnelis foram fundamentais para sua escolha como base de sustentação das miniusinas. “É exatamente o produto que precisávamos e pretendemos, futuramente, ampliar seu uso para outras regiões”, afirma. 
Iniciado entre maio e junho de 2025, o projeto tem previsão de dois anos de duração e foca na instalação de 2,5 mil torres nos dois Estados. Até agora, 1,5 mil unidades já foram concluídas, com 174 toneladas de aço utilizadas.
Cremel acrescenta que, além da resistência, a adoção dessa tecnologia permite ganhos expressivos de eficiência produtiva e sustentabilidade. A solução dispensa a etapa de pós-galvanização, permitindo que o corte e a furação sejam realizados diretamente na peça pré-revestida, o que elimina gargalos logísticos e reduz o tempo de fabricação. 
No aspecto ambiental, a substituição do aço comum pós-galvanizado gerou uma redução de cerca de 11% no peso total das estruturas, poupando quase 100 toneladas de metal em lotes de 10 mil unidades. “Essa leveza facilita o transporte por rios e trilhas, diminuindo o impacto ambiental da logística de instalação”, pontua. 
O especialista diz que para alcançar o mesmo nível de proteção contra corrosão, o aço Magnelis® utiliza uma quantidade, significativamente, menor de zinco em comparação ao aço galvanizado convencional (pós-galvanizado), contribuindo para a sustentabilidade ao reduzir o consumo de recursos naturais e o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida do produto.

Foto: Divulgação

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