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ArcelorMittal produziu menos em 2025, mas segue líder no mercado de aço brasileiro

Texto: Redação Revista Anamaco

A ArcelorMittal Brasil acaba de divulgar seus resultados financeiros e operacionais consolidados relativos ao exercício de 2025, considerando todas unidades de aço, minério - Andrade e Serra Azul, AM Project -, AM Pecém, AM Bioflorestas, AM Acindar, AM Costa Rica, Unicon Venezuela, Belgo Arames, AM Bioflorestas, AM Sistemas, Tuper, Dânica, Perfilor, Tekno e AM Energias Renováveis (antes Atlas).
De acordo com a empresa, as importações predatórias, sobretudo da China, e as tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos afetaram os resultados financeiros e operacionais da organização e de todo o setor do aço brasileiro. Ainda assim, a empresa seguiu como líder no Brasil, com 42% da produção nacional de aço bruto, manteve os investimentos programados e permaneceu firme em seus valores de segurança, sustentabilidade, qualidade e liderança.
No ano passado, a produção total de aço somou 15,14 milhões de toneladas, o que representa um recuo de 1,3% em relação a 2024. A produção de minério de ferro atingiu 2,34 milhões de toneladas, montante 18,3% menor em relação ao ano anterior. Neste caso, o resultado foi impactado pela transição da Mina de Serra Azul, que concluiu a implantação de uma planta de produção de pellet feed (concentrado de minério de ferro de alta qualidade), cujo início da produção ocorreu em agosto de 2025, e encontra-se em aumento gradual para atingir sua capacidade esperada de produção.
O volume de vendas de aço atingiu 14,9 milhões de toneladas, com queda de 1,9% em relação a 2024. Deste total, 8,4 milhões de toneladas (57%) foram destinadas ao mercado interno e 6,4 milhões de toneladas (43%) ao mercado externo.
Já a receita líquida consolidada somou R$ 61,76 bilhões, recuo de 7,2% em relação a 2024. Enquanto o EBITDA consolidado atingiu R$ 8,08 bilhões em 2025, com recuo de 12% em relação a 2024. Além disto, a empresa contabilizou no resultado financeiro o fechamento de acordo relativo à aquisição da Votorantim Siderurgia, no valor de R$ 2,9 bilhões. O resultado final da ArcelorMittal Brasil foi negativo em R$ 2,2 bilhões.
Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos Latam, destaca que a empresa enfrentou essa conjuntura adversa com determinação, adotando as medidas necessárias de redução de custos e buscando novas oportunidades. “Os impactos foram inevitáveis e afetaram nosso desempenho financeiro e operacional. Ainda assim, avançamos em frentes estratégicas, com destaque para a evolução consistente dos indicadores de segurança. Também seguimos investindo na modernização e ampliação de unidades industriais e em aquisições, o que demonstra nossa capacidade de operar e crescer mesmo em ambientes desafiadores. Esses resultados só foram possíveis graças ao compromisso e à alta performance dos nossos empregados e parceiros. Para nós, o respeito, o cuidado e a valorização das pessoas são a base do nosso sucesso”, afirma o executivo.
Apesar do cenário adverso, a empresa manteve os investimentos programados no Brasil, que somam R$ 25 bilhões entre 2022 e 2026. O fabricante de aço expandiu a capacidade de atuação nos principais segmentos consumidores no País, como construção civil, infraestrutura, automotivo e de energia.
A Unidade Sabará (MG) recebeu novas linhas de trefilação automotiva e aporte de R$ 144 milhões; a Mina de Serra Azul (MG) colocou em operação a nova unidade de pellet feed após investimentos de R$ 2,5 bilhões (o que estendeu sua vida útil até 2058); e a Unidade Barra Mansa (RJ) recebeu um novo laminador, que demandou R$ 1,6 bilhão.
A ArcelorMittal Brasil também finalizou os investimentos de R$ 5,8 bilhões em energia renovável, com a entrada em operação do Complexo Babilônia Centro (parque eólico e solar) na Bahia, uma joint venture com a Casa dos Ventos, e o Parque Solar ArcelorMittal Energia Paracatu, em Minas Gerais. A energia produzida por essas unidades será destinada principalmente às operações da organização no Brasil, assegurando previsibilidade de fornecimento e custo competitivo. Somadas, as três plantas acrescentaram 1 GW de capacidade instalada à ArcelorMittal.
Everton Negresiolo, CEO da ArcelorMittal Aços Longos LATAM e vice-presidente da ArcelorMittal Brasil, afirma que o Brasil é um país estratégico para a companhia. “Estamos posicionados para um novo ciclo de investimentos. A efetivação desses aportes, no entanto, depende das condições de mercado e previsibilidade. Temos monitorado continuamente o volume de importações e, para enfrentar os desafios, seguimos investindo em inovação, tecnologia, eficiência e sustentabilidade. O fortalecimento da defesa comercial continua sendo uma de nossas prioridades. Fortalecer a indústria nacional significa gerar empregos e valor no Brasil”, finaliza.

Foto: Adobe Stock

ArcelorMittal produziu menos em 2025, mas segue líder no mercado de aço brasileiro
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