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Atividade da indústria da construção desacelera, mas emprego no setor resiste

Texto: Redação Revista Anamaco

A indústria da construção segue em ritmo inferior ao registrado no ano passado. Em julho, o índice que mede a evolução da atividade do setor variou apenas 0,1 ponto, para 47,2 pontos. Com isso, o indicador se manteve meio ponto abaixo da média para os meses de julho. Os dados constam na Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
A desaceleração também se reflete na Utilização da Capacidade Operacional (UCO). O indicador, que funciona como um termômetro do ritmo dos canteiros de obras, caiu um ponto percentual, para 66%, e está dois pontos percentuais abaixo do patamar observado no mesmo mês do ano passado.
O mercado de trabalho da indústria da construção, por outro lado, mostrou desempenho relativamente mais favorável. O índice de evolução do número de empregados registrou alta de 0,4 ponto e chegou a 48,3 pontos. O indicador está 1,6 ponto acima da média para os meses de julho.
Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, explica o porquê do descompasso entre a atividade, a UCO e o emprego. “Essa diferença entre os comportamentos é comum em situações de desaceleração da atividade, que leva um pouco de tempo a mais para começar a se refletir no emprego, sobretudo depois desse longo período de mercado de trabalho bastante aquecido”, aponta Azevedo.
Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 318 empresas, sendo 123 pequenas, 133 médias e 62 grandes.

Foto: Adobe Stock

Atividade da indústria da construção desacelera, mas emprego no setor resiste
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