Busca por crédito aumentou em maio
Texto: Redação Revista Anamaco
A busca do brasileiro por crédito registrou crescimento de 31,89% em maio em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mostra que o público que buscou crédito no período foi predominante masculino, com participação de 53,79%. Na abertura por faixa etária, a faixa etária mais expressiva foi de 40 a 49 anos, que representou 24,20% do total. Entre os consultados, 1,53% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que, entre eles, 82,39% contratou Empréstimo e 15,92%, Financiamento, totalizando 98,30%.
José César da Costa, presidente da CNDL, explica que o expressivo aumento na busca por crédito reflete a necessidade imediata das famílias em recompor seus orçamentos e manter o consumo básico. Contudo, esse movimento ocorre em paralelo a um patamar preocupante de inadimplência, evidenciando que o acesso aos recursos tem servido mais como um mecanismo de sobrevivência financeira do que como planejamento. “Para que o crédito cumpra seu papel fundamental de motor do crescimento do País, é indispensável uma transição para um modelo mais equilibrado. Isso exige uma redução sustentável das taxas de juros, garantindo que o endividamento atual não se transforme em insolvência amanhã e permitindo que o consumo ocorra de forma saudável e sustentável no longo prazo”, destaca.
Na análise por Região, o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em maio, com 45,68%, seguido pelo Nordeste (21,86%), Sul (16,90%), Centro-Oeste (8,58%) e Norte (6,98%).
Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, salienta que a forte aceleração na demanda por crédito sinaliza o papel central que esse instrumento possui na dinâmica econômica nacional, sendo um combustível vital para a circulação de bens e serviços. No entanto, o elevado volume de consumidores que buscam recursos sob a sombra de restrições ativas acende um alerta sobre a qualidade desse endividamento. “O crédito é indispensável para o desenvolvimento socioeconômico, mas ele precisa ser sustentável. É urgente o fortalecimento de um ambiente com juros mais baixos e equilibrados, transformando o crédito em uma ferramenta real de emancipação e crescimento produtivo, e não em um ciclo de superendividamento que asfixia a economia familiar.", finaliza o executivo.
Foto: Adobe Stock




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