Busca por crédito cresceu 57,17% em agosto
Texto: Redação Revista Anamaco
A busca do brasileiro por crédito registrou crescimento de 57,17% em agosto em relação ao mesmo mês de 2025. O indicador, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), aponta, ainda, que o volume de consultas realizadas pelo setor financeiro no Brasil caiu -8,55% na passagem de julho para agosto deste ano.
Na análise do perfil do consumidor que buscou crédito no Brasil, o público predominante é o masculino, com participação de 53,40%. Na abertura por faixa etária, a participação mais expressiva foi de 50 a 64 anos, que representou 24,40% do total.
A pesquisa mostra que, do público consultado, 1,75% contratou algum serviço de crédito. Os dados mostram que desse público, 79,26% contratou Empréstimo e 15,62% contratou Financiamento, totalizando 94,87%.
José César da Costa, presidente da CNDL, explica que o avanço da busca por crédito no Brasil tem revelado um cenário de extrema vulnerabilidade financeira das famílias. “O dado de que a população está recorrendo mais a empréstimos de consumo imediato do que a financiamentos de longo prazo é um termômetro claro: as pessoas não estão conseguindo manter as contas básicas do mês em dia e precisam de 'oxigênio' para cobrir o buraco no orçamento. No entanto, o ciclo vicioso é perigoso: o patamar elevado da inadimplência restringe o acesso e encarece ainda mais as linhas disponíveis, jogando o endividado em opções de juros altíssimos e elevando drasticamente o risco de insolvência”, alerta.
Na abertura por grupos financeiros que realizaram consultas em agosto, o grupo com participação mais expressiva no Brasil foi Intermediação monetária depósitos à vista (33,34%), seguido por Atividades auxiliares dos serviços financeiros (23,87%), que totalizam 57,21% das consultas. No momento da consulta, 38,59% dos consumidores possuíam alguma restrição ativa.
O estudo revela que o Sudeste apresentou a maior participação no número de consultas em agosto, com 45,55%, seguido pelo Nordeste (21,70%), Sul (17,81%), Centro-Oeste (8,23%) e Norte (6,72%). "Quando observamos o brasileiro trocando o sonho do financiamento pela urgência do empréstimo pessoal, entendemos que o orçamento doméstico chegou ao limite da corda. A alta inadimplência no País funciona como uma barreira que encarece o crédito para todo mundo, transformando linhas de socorro financeiro em verdadeiras armadilhas de juros abusivos. Buscar crédito para pagar despesas corriqueiras é o sintoma clássico de um endividamento crônico, onde o cidadão se afunda cada vez mais para tentar tapar buracos que o salário já não consegue cobrir”, finaliza Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil.
Foto: Adobe Stock




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