Cenário melhor na indústria paulista
Texto: Redação Revista Anamaco
De acordo com o Levantamento de Conjuntura, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), fevereiro apresentou resultados positivos na atividade industrial paulista. O estudo mostra que as vendas reais da indústria apresentaram o segundo crescimento consecutivo em fevereiro, com alta de 5,2%, após variar 9,3% no mês anterior. As horas trabalhadas na produção avançaram 0,6%, primeiro resultado positivo após dois meses de quedas de -1,8% e -0,3% em dezembro e janeiro. Já os salários reais médios tiveram o movimento oposto, recuando 1,7% em fevereiro, anulando em parte a alta do mês de janeiro (1,8%).
Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI), recuou de 78,8% em janeiro para 78,3% em fevereiro (-0,5 p.p.), em linha com a média de utilização da capacidade instalada observada na indústria de transformação paulista nos últimos meses (entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026: 78,3%). Todos os dados contam com ajuste sazonal.
No acumulado em 2026, as vendas reais mostram resultado fortemente negativo (-6,4%), o oposto ao observado no mesmo período em 2025 (+15,4%). As horas trabalhadas na produção também estão com acumulado negativo, com variação de -3,3% (eram +3,6% no ano anterior). O oposto é observado nos salários reais médios (+4,4%), maior resultado acumulado para este período desde o ano de 2007 (+7,8%). Os dados acumulados no ano não contam com tratamento sazonal.
Em 12 meses, as vendas reais do setor industrial do Estado de São Paulo figuram no terreno negativo (-0,6%), dado que não se observava desde novembro de 2024 quando a queda acumulada foi de -1,2%. As horas trabalhadas na produção também estão negativas em 0,5%, resultados que vêm se reduzindo desde o pico da série recente de 3,5% em junho de 2025. Por fim, em movimento contrário, os salários reais médios cresceram 0,3% no acumulado em 12 meses finalizados em fevereiro, ritmo que veio em alta desde novembro de 2025 (-0,9%, -0,5% e -0,1% entre novembro e janeiro). Os dados acumulados em 12 meses não contam com tratamento sazonal.
De acordo com a entidade, os desafios da indústria para 2026 passam pela taxa Selic em patamar elevado (14,75% a.a.), queda na demanda por produtos industriais e incertezas em relação à escalada de preços do petróleo como consequências da guerra no Irã. Desta forma, a Fiesp espera um crescimento de 0,9% da produção da indústria geral brasileira e estabilidade na indústria de transformação (0,0%).
Foto: Adobe Stock



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