Comerciantes confiantes
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), avançou 3,0 pontos em janeiro, para 91,3 pontos, registrando alta em quatro dos últimos cinco meses. Em médias móveis trimestrais, o avanço foi de 1,5 ponto, para 89,3 pontos.
Segundo Geórgia Veloso, economista da instituição, a alta está apoiada principalmente nas expectativas, puxada pelo avanço expressivo nas projeções de vendas para os próximos meses, mostrando otimismo para o início de 2026. “Apesar de ainda não estarem em zona de neutralidade, as avaliações sobre a demanda atual mostraram uma pequena recuperação, com alta pelo terceiro mês consecutivo. O varejo enfrentou um cenário morno em 2025, marcado por taxas de juros elevadas e alto endividamento das famílias, quadro que se mantém no início de 2026, sem expectativa de alívio da política monetária no curto prazo. Ainda assim, os empresários se mostram otimistas diante de um mercado de trabalho que segue sustentando a renda”, afirma.
Em janeiro, a alta da confiança ocorreu em cinco dos seis principais segmentos do setor e foi influenciada principalmente pelas expectativas para os próximos meses. O Índice de Expectativas (IE-COM) avançou 4,6 pontos, para 93,7 pontos, em sua quinta alta consecutiva. O total é fruto de resultados opostos: o indicador das perspectivas de vendas nos próximos três meses subiu 9,3 pontos, para 97,9 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (107,5 pontos), e o que avalia as expectativas sobre a tendência dos negócios no mesmo período recuou em 0,3 ponto, para 89,6 pontos.
O Índice de Situação Atual (ISA-COM), por sua vez, avançou 1,3 ponto, para 89,5 pontos. O quesito que mede a avaliação sobre a situação atual dos negócios, subiu 1,6 ponto, para 89,1 pontos e o indicador que avalia o volume de demanda atual avançou 0,9 ponto, para 90,2 pontos.
Foto: Adobe Stock




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