Comércio paulista prevê menor geração de empregos de fim de ano desde 2020
Texto: Redação Revista Anamaco
O varejo paulista deve entrar na temporada de Black Friday e Natal com um ritmo mais cauteloso de contratação. O Sindilojas SP estima a criação de 18,5 mil empregos formais no comércio do Estado em outubro e novembro, número 22,6% inferior aos 23,9 mil postos gerados no mesmo período do ano passado. Caso a projeção se confirme, será o menor saldo para o bimestre desde o início da série histórica, em 2020. Na capital paulista, a expectativa é de, aproximadamente, quatro mil novos postos, o equivalente a 22% das vagas previstas para o Estado.
Jaime Vasconcellos, consultor de economia do Sindilojas SP, observa que a desaceleração ocorre, justamente, antes do período de maior sazonalidade do varejo, impulsionado pelo 13º salário, pela Black Friday e pelas compras de Natal.
“O reforço das equipes continua sendo necessário porque a Black Friday e o Natal concentram um volume muito maior de consumidores. A diferença é que, este ano, o empresário está fazendo isso com mais cautela, porque o ritmo das vendas e o ambiente econômico não permitem aumentar a estrutura na mesma proporção do ano passado”, afirma o consultor.
Vendedores e atendentes devem responder, juntos, por 9.250 dos 18,5 mil novos postos projetados, enquanto operadores de caixa devem representar 2.775 vagas e repositores, 1.850.
A cautela do varejo paulista contrasta com a expectativa nacional. Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil estima 130 mil contratações no comércio e nos serviços em todo o País para o fim do ano, entre vagas temporárias e efetivas, volume 10% superior ao projetado para 2025. Vendedores são a função mais procurada, representando 23% das vagas.
Em São Paulo, porém, o comércio chega à temporada com sinais de desaceleração. Segundo levantamento do Sindilojas SP com base no Novo Caged, o varejo paulistano criou 1.581 postos em agosto, o menor saldo para o mês desde 2020 e 67,5% inferior ao registrado em agosto de 2025. Para o Sindilojas SP, o cenário exige equilíbrio entre reforçar a operação e controlar custos. “O consumidor está mais seletivo e as empresas também estão mais cuidadosas. Nesse contexto, ter uma equipe preparada para transformar o movimento em venda será tão importante quanto ter estoque e preço competitivo”, completa Vasconcellos.
Foto: Adobe Stock




|| Orgulhosamente desenvolvida por 