Confiança do comércio atinge o menor nível do ano, apura pesquisa da CNC
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (lcec), pesquisado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 2,4% em maio, já descontados os efeitos sazonais, o que representa a segunda queda mensal consecutiva. Com isso, o indicador alcançou 102,6 pontos após o ajuste, o menor nível desde o fim do ano passado. Porém, permanece acima do nível de neutralidade (100 pontos), representando confiança por parte dos empresários mesmo com maior cautela nos últimos meses.
O maior destaque desse resultado foi o componente Expectativas, recuando pelo segundo mês (3,6%), o que indica maior atenção com as perspectivas. A maior queda observada foi nas expectativas em relação à economia (-5,1%), seguida pelas expectativas para o setor (-3,6%).
O levantamento mostra que as avaliações sobre as condições atuais também apresentaram piora (-1,7%), alcançando 79,3 pontos. O destaque foi, assim como nos meses anteriores e para as Expectativas, o subindicador relacionado à economia, que recuou 2,4% no mês.
Na comparação com maio de 2025, o lcec retraiu 1,8%, recuando após dois meses de crescimento. Assim como na análise mensal, esse resultado foi puxado, principalmente, pelas Expectativas (-5,8%), seguida pelas Intenções de Investimentos (-0,1%), enquanto o Momento Atual representou o fator positivo do mês (+3,0%).
Em maio, a percepção dos varejistas em relação ao momento atual da economia continuou se deteriorando. A maior parte (75,5%) afirmou observar piora no cenário econômico, o maior percentual dos últimos seis meses.
No que se refere às expectativas, a maioria dos empresários (56,4%) segue projetando melhora econômica, porém em patamar inferior ao observado em abril (60,8%) e em gradual desaceleração. Em contrapartida, cresceu a proporção dos que esperam piora, atingindo 43,6%, o maior percentual desde setembro do ano passado, o que corrobora o aumento da cautela em relação ao desempenho da economia nos próximos meses.
Na análise da entidade, as dúvidas sobre o ritmo do ciclo econômico e a condução da política monetária e fiscal geram esse ambiente de maior atenção. Além disso, o contexto de ano eleitoral também contribui para uma postura mais cautelosa dos empresários.
Em relação aos investimentos, o principal destaque mensal negativo em maio foi a Intenção de Contratação de Funcionários, que apresentou retração de 2,4% e o único com queda também na comparação anual (-1,2%).
Foto: Adobe Stock




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