Confiança do consumidor diminuiu em maio
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 0,3 ponto em maio, para 88,8 pontos, após duas altas consecutivas. Na média móvel trimestral, o índice avançou 0,9 ponto, para 88,7 pontos.
O resultado reflete variações contrárias dos seus componentes: O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,0 ponto, registrando 91,3 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, alcançando 86,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2014 (86,5 pontos).
Entre os quesitos que compõem o IE, o indicador de situação econômica local futura retraiu 2,6 pontos, para 102,9 pontos, menor nível desde janeiro de 2026 (102,2 pontos). No mesmo sentido, o indicador de situação financeira futura da família caiu 0,9 ponto, para 89,4 pontos, após duas altas consecutivas. Na contramão, o indicador de compras previstas de bens duráveis registrou alta de 0,5 ponto, para 83,0 pontos, maior nível desde janeiro deste ano (85,5 pontos).
Entre os quesitos do ISA, o indicador de situação econômica local atual avançou 0,8 ponto, para 95,8 pontos, e o indicador de situação financeira atual da família também subiu 0,7 ponto, para 76,7 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (77,2 pontos).
Anna Carolina Gouveia, economista da entidade, observa que, após dois meses de alta, a confiança do consumidor recuou, moderadamente, num movimento de acomodação. “A queda foi influenciada pela revisão das expectativas para os próximos meses combinada com uma avaliação ainda favorável sobre o presente, que levou o indicador que mede a percepção sobre a situação corrente a manter o maior nível desde final de 2014”, explica.
Segundo ela, entre as faixas de renda, consumidores que recebem até R$ 4.800,00 sinalizam uma piora das expectativas, indicando maior sensibilidade desse grupo às incertezas do cenário econômico. “O resultado de maio reforça um cenário de manutenção das condições econômicas atuais, mas com maior cautela em relação à trajetória dos próximos meses”, afirma a economista.
Foto: Adobe Stock




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