Cenário Econômico

Confiança do consumidor ficou estável em junho, mas seguiu em nível pessimista

Texto: Redação Revista Anamaco

O Índice Nacional de Confiança (INC), elaborado pela PiniOn para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), registrou 97 pontos em junho (de um total de 200), mantendo estabilidade em relação ao mês anterior e apresentando alta de 1% na comparação com junho de 2025. Apesar da leve evolução no período de um ano, o indicador permanece abaixo da marca de 100 pontos, considerada a linha que separa o otimismo do pessimismo.
Na avaliação de Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, o resultado mostra que a confiança do consumidor continua sendo influenciada por fatores que atuam em sentidos opostos. “O mercado de trabalho segue sustentando a renda e o consumo das famílias, mas os juros elevados e o alto nível de endividamento ainda impedem uma recuperação mais consistente da confiança", explica.
O levantamento indica que houve melhora na percepção das famílias sobre sua situação financeira atual, reflexo do desempenho do mercado de trabalho. Esse cenário também elevou a disposição para a compra de bens de maior valor, como imóveis e automóveis, além de outros bens duráveis, e aumentou a propensão ao investimento. Por outro lado, as expectativas para renda e emprego nos próximos meses apresentaram deterioração, indicando que os consumidores permanecem cautelosos em relação ao cenário econômico. "Embora o mercado de trabalho continue aquecido e programas de crédito reforcem o consumo, esses fatores positivos são compensados pelo elevado comprometimento da renda das famílias com dívidas e pelo nível ainda alto das taxas de juros", afirma Gamboa.
Na análise regional, os resultados foram heterogêneos. Houve avanço da confiança nas regiões Centro-Oeste e Norte, estabilidade no Nordeste e Sudeste e recuo no Sul. Entre as classes socioeconômicas, a confiança apresentou comportamentos distintos, enquanto, por gênero, os homens registraram aumento na confiança e as mulheres, redução.

Foto: Adobe Stock

Confiança do consumidor ficou estável em junho, mas seguiu em nível pessimista
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