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Confiança do consumidor melhora

Texto: Redação Revista Anamaco

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), avançou 0,5 ponto em outubro, para 84,7 pontos, retornando para o mesmo nível de agosto. Na média móvel trimestral, o índice recuou 1,2 ponto, para 84,5 pontos.
O resultado reflete variações contrárias dos seus componentes. Enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 2,8 pontos, para 88,0 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos, para 81,4 pontos, menor nível desde março de 2025 (81,2 pontos).
Entre os quesitos do IE, o indicador de compras previstas de bens duráveis cresceu 3,2 pontos, para 75,5 pontos, após duas quedas consecutivas. No mesmo sentido, o indicador de situação financeira futura da família subiu 3,0 pontos, para 86,9 pontos. Já o indicador de situação econômica local futura registrou alta de 1,7 pontos, para 103,7 pontos, primeira elevação depois de três meses de queda.
Em sentido oposto, entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação financeira atual da família retraiu 3,1 pontos, para 71,3 pontos, menor nível desde janeiro (70,1 pontos), enquanto o indicador de situação econômica local atual caiu 2,2 pontos, para 91,8 pontos, menor nível desde março de 2025 (91,3 pontos).
Rodolpho Tobler, economista da entidade, observa que, apesar da alta, ainda é preciso cautela com o resultado do mês dado que ele apenas compensa a queda observada no mês passado e o nível do ICC se mantém em terreno de pessimismo. “Além disso, a influência para alta em outubro foi concentrada nos indicadores de expectativas, com piora na percepção sobre o momento presente. O cenário das condições financeiras das famílias, com alto endividamento e inadimplência, parece ser um limitador para continuidade do avanço da confiança dos consumidores no último trimestre do ano”, afirma.

Foto: Adobe Stock

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