Confiança do consumidor paulistano caiu em maio, mas segue em nível elevado
Texto: Redação Revista Anamaco
O consumidor paulistano segue relativamente confiante com o futuro, mas começa a dar sinais de que as contas domésticas estão mais pressionadas no presente. Isso é o que revela o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que recuou 0,4% em maio, para 120,6 pontos, ante os 121,1 pontos de abril. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o índice registrou avanço de 7,9%, sinalizando que a confiança permanece em nível elevado, embora com sinais de acomodação no ciclo do consumo.
O ICC é formado por dois subíndices, cujas leituras foram opostas em maio. O Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), que mede como o consumidor avalia a situação econômica presente, caiu de 119,1 pontos, em abril, para 112,4 pontos, em maio, o que representa uma retração de 5,6% no mês, sinalizando que as famílias estão avaliando condições financeiras momentâneas com mais insegurança.
O Índice de Expectativas do Consumidor (IEC), que capta as perspectivas para o futuro próximo, por sua vez, subiu de 122,4 pontos no mês anterior para 126 pontos, alta de 2,9% no mês e de 7,5% em relação a maio do ano anterior. O resultado aponta que o paulistano ainda acredita que os próximos meses serão melhores, mas está mais incerto com o que vive agora.
A pesquisa mostra que a queda do ICEA foi mais intensa entre consumidores com 35 anos ou mais (-7,3% no mês), famílias com renda de dez salários mínimos ou mais (-7%) e mulheres (-6%), grupos que costumam ser mais resilientes financeiramente e que, agora, refletem com mais força a pressão das contas no curto prazo.
No campo das expectativas, no IEC, porém, foram justamente os jovens com menos de 35 anos (5,8%), as mulheres (4,9%) e as famílias de maior renda (5%) os mais otimistas com o futuro, o que sugere que esses grupos antecipam algum alívio à frente, ainda que no presente estejam mais apertados financeiramente. No ICC geral, o contraste por faixa etária também chama a atenção: consumidores com menos de 35 anos registraram alta de 1,6% no mês, enquanto os com 35 anos ou mais recuaram 3,8%.
Na análise da entidade, um fator que pode estar contribuindo para sustentar as expectativas é o novo Desenrola Brasil, programa que oferece descontos de até 90% em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
A FecomercioSP observa que a medida pode melhorar a percepção futura das famílias sobre a própria reorganização financeira, mas seus efeitos concretos sobre o consumo devem ser graduais e dependem da adesão efetiva, das condições oferecidas pelas instituições financeiras e da real capacidade familiar de pagamento.
Foto: Adobe Stock




|| Orgulhosamente desenvolvida por 