Pesquisa

Confiança do paulista volta ao nível neutro e impulsiona intenção de compras

Texto: Redação Revista Anamaco

O Índice de Confiança do Consumidor Paulista (ICCP), elaborado pela PiniOn para o Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo (IEGV/ACSP), atingiu 100 pontos em junho,  o que representa uma alta de 4,2% em relação a maio, retornando ao patamar considerado neutro após dois meses consecutivos abaixo desse nível. 
O movimento foi acompanhado por uma melhora generalizada entre todas as classes sociais e perfis de consumidores, refletindo um ambiente mais favorável para o consumo e para o planejamento financeiro das famílias: "O retorno do índice ao nível neutro mostra que os consumidores paulistas voltaram a enxergar o cenário econômico com mais equilíbrio. A melhora do mercado de trabalho e da renda continua sustentando essa recuperação da confiança", afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. 
Além da melhora na percepção sobre a situação financeira atual, a pesquisa registrou avanço ainda mais intenso nas expectativas para renda e emprego nos próximos meses, acompanhado por maior sensação de segurança no mercado de trabalho. 
Na prática, essa mudança de percepção já influencia o comportamento do consumidor. A pesquisa aponta crescimento da intenção de adquirir bens de maior valor, como imóveis e automóveis, além de bens duráveis, como eletrodomésticos, e aumento da disposição para investir. 
Na capital paulista, o Índice de Confiança do Consumidor da Cidade de São Paulo (ICCSP) também apresentou recuperação, avançando 7,8% em relação a maio e 4,3% na comparação anual. Apesar da melhora, o indicador permaneceu em 97 pontos, ainda abaixo da linha que separa o pessimismo do otimismo. 
Na cidade de São Paulo, os consumidores também demonstraram maior confiança em relação à renda, ao emprego e à compra de bens duráveis. A diferença em relação ao restante do Estado ficou por conta da intenção de adquirir bens de maior valor, que apresentou recuo entre os paulistanos. 
Na visão de Gamboa, o bom desempenho do mercado de trabalho continua sendo o principal fator de sustentação da confiança, mas o cenário ainda inspira cautela. "O avanço da confiança é positivo para o comércio e os serviços, especialmente porque estimula a intenção de consumo. No entanto, a recuperação ainda enfrenta obstáculos importantes, como o elevado endividamento das famílias, os juros altos e a desaceleração da atividade econômica, fatores que podem limitar esse movimento nos próximos meses”, finaliza.

Foto: Adobe Stock

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