Pesquisa

Confiança dos varejistas subiu em março e atingiu o maior nível desde janeiro de 2025

Texto: Redação Revista Anamaco

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), pesquisado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 2,2% em março, em relação a fevereiro, a quinta alta consecutiva, descontados os efeitos sazonais. Com isso, o indicador alcançou 107,0 pontos após o ajuste, o maior nível desde janeiro do ano passado (107,1 pontos).
A pesquisa indica que, embora as avaliações correntes sigam predominantemente no campo pessimista, todos os indicadores apresentaram crescimento na margem (4,6%), atingindo 80,5 pontos, o maior nível desde dezembro de 2024 (81,8 pontos). O subindicador de Condições Atuais da Economia - Icec foi o maior destaque, com avanço de 6,8%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, iniciou-se uma tendência de alta (4,9%), após estabilidade em fevereiro e 13 meses de queda nos meses anteriores. Nesse caso, a principal influência foi novamente o indicador Condições Atuais - Icec, com crescimento anual de 8,0%. Em seguida, as Expectativas - Icec avançaram 4,0%, com a Expectativa para Economia - Icec crescendo 6,6%, após 14 meses de queda.
Apesar da melhor percepção em relação ao momento atual econômico em março, a maior parte dos varejistas (70,8%) disse observar piora no momento atual da economia, um ligeiro aumento em relação ao mês anterior. Quando questionados sobre as expectativas, a maioria (63,3%) acredita em melhora econômica, com 1,3 ponto percentual acima do observado em fevereiro, revelando uma recuperação maior no médio prazo e cautela em relação ao presente.
Em relação aos investimentos, o maior destaque nessa categoria foi Intenção de Contratação de Funcionários - Icec, que teve a maior taxa anual (5,9%) e a segunda maior mensal (1,4%). Na análise da entidade, essa recuperação dos investimentos pode ser atrelada à percepção mais favorável para os juros nos próximos meses, com o processo de recuo da Selic já iniciado na reunião do Copom deste mês.
O estudo revela que a Percepção dos Estoques foi o item com maior crescimento mensal (2,2%) dentre os investimentos, a maior taxa desde julho de 2021. A maior parte (58,6%) acredita ter seu estoque adequado à realidade, o maior percentual também desde julho de 2021. Enquanto 23,8% apresentaram estoque acima do que conseguiram vender.
Em março, o avanço mensal na confiança do empresário do comércio foi impulsionado, principalmente, pelos bens semiduráveis (2,3%) e duráveis (2,1%), reforçando a procura destes bens de maior valor agregado pelos consumidores devido a uma desaceleração do nível de preços. Tanto que, na comparação anual, este segmento interrompeu a tendência de queda apresentada nos 13 meses anteriores e apresentou avanço de 4,8%.
Em relação à percepção atual do comércio, o segmento de eletrônicos, eletrodomésticos, móveis e decoração, cine/foto/som, material de construção e veículos avançou 7,6% no mês, reflexo do melhor momento inflacionário para este segmento.
O comércio de bens duráveis destacou-se novamente; dessa vez, como o principal responsável pelo resultado anual, com alta de 5,0%, após 12 meses de queda e estabilidade em fevereiro. Enquanto, na comparação mensal, os bens semiduráveis avançaram 1,6%.
Na intenção de investimentos, a Intenção de Investir em Estoques - Icec teve o maior crescimento mensal e o segundo maior em relação a março do ano passado. Todos os segmentos apresentaram avanço anual, com o de produtos duráveis com a maior taxa (4,9%). Enquanto de bens semiduráveis destacou-se no mês (3,3%).

Foto: Adobe Stock

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