Construção abriu 23,5 mil vagas em abril
Texto: Redação Revista Anamaco
A indústria da construção gerou 23.525 novas vagas em abril no País, o que representa uma alta de 0,77% em relação ao número de empregados no setor em março. Com isso, ao final de abril, a construção empregava 3,093 milhões de trabalhadores com carteira assinada. No ano, o setor abriu 143.547 vagas (4,87%) e no acumulado de 12 meses até abril, 96.316 (3,54%). Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, explica que as contratações no primeiro quadrimestre repuseram todas as vagas fechadas na construção no último trimestre de 2025. “Mas se a redução da escala de trabalho for imposta, o ritmo de crescimento do emprego no setor poderá ser afetado. Em alguns casos pode ocorrer até desemprego, com empresas sem condições de bancar o custo financeiro da mudança de reduzir o ritmo da produção com manutenção dos salários. O ideal é que o debate sobre a questão seja aprofundado no Senado, ouvindo-se os setores produtivos, e não que a PEC seja aprovada a toque de caixa”, afirma.
De acordo com o Caged, o saldo entre admissões e demissões em todos os setores da atividade econômica no Brasil resultou na abertura de 85.888 empregos em abril.
No mês, a construção foi o segundo setor da economia que mais abriu postos de trabalho, atrás dos serviços (69.601) e na frente da indústria (9.256). O comércio fechou 8.114 postos de trabalho e a agropecuária, 8.378.
Em abril, a indústria da construção São Paulo criou 2.033 empregos em São Paulo. Além dele, os Estados que mais geraram empregos no setor no mês foram Minas Gerais (3.685), Bahia (3.124), Rio de Janeiro (1.939), Mato Grosso (1.871), Santa Catarina (1.853), Pernambuco (1.819) e Goiás (1.745). Roraima e Mato Grosso do Sul registraram saldos negativos entre admissões e demissões de trabalhadores.
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