Construção gerou 20,8 mil empregos em agosto
Texto: Redação Revista Anamaco
De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a indústria da construção abriu, em agosto, 20.848 novas vagas no País, o que representa uma alta de 0,67% em relação ao número de empregados no setor em julho. Com isso, a construção abriu 200.431 vagas com carteira assinada no ano (6,79%) e 91.410 (2,99%) em 12 meses. Ao final de agosto, a construção empregava 3,150 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, observa que apesar do desempenho positivo em agosto, a tendência é de desaceleração do ritmo de emprego no setor. “Com o fim das obras públicas no período eleitoral e a perspectiva de diminuição de novos contratos em função, o saldo entre admissões e demissões tende a diminuir. Além disso, persiste o temor de fechamento de postos de trabalho no setor, se for aprovada a redução da escala de trabalho 6×1, elevando os custos do setor e inibindo novas contratações de trabalhadores”, explica.
Já o saldo entre admissões e demissões em todos os setores da atividade econômica no Brasil resultou na abertura de 165,8 mil empregos em agosto. A construção respondeu por 12,57% destes novos postos de trabalho e foi o segundo setor da economia que mais abriu vagas no período, atrás dos serviços (110.346), e na frente da indústria (16.613), do comércio (16.565) e da agropecuária (1.452).
Em agosto, a construção gerou 2.728 empregos em São Paulo. Além do Estado paulista, os que mais criaram postos de trabalho no setor foram Minas Gerais (3.759), Ceará (1.897), Rio de Janeiro (1.890), Pernambuco (1.824), Bahia (1.707) e Pará (1.532).
No sentido inverso, o setor fechou empregos no Acre, Rondônia, Roraima Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Mato Grosso e Distrito Federal.
Foto: Adobe Stock




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