Comportamento do consumidor

Consumo consciente e planejado

Texto: Redação Revista Anamaco

O varejo físico brasileiro encerrou maio com leve crescimento na intenção de compra, sustentado, principalmente, pelo desempenho do Dia das Mães: 0,4% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A principal data comercial do primeiro semestre foi decisiva para evitar um resultado mais fraco. Na semana entre os dias 04 e 10 de maio, o fluxo de consumidores nas lojas cresceu 6,4% na comparação com a mesma semana do ano passado. Os dados fazem parte do Índice de Intenção de Compra do Varejo (IICV), estudo divulgado, mensalmente, pela Seed Digital, baseado em mais de 58 milhões de visitantes mensais monitorados em milhares de lojas em todo o Brasil.
Sidnei Raulino, CEO e fundador da Seed Digital, explica que o resultado revela que o consumidor continua disposto a comprar, mas concentra, cada vez mais, suas decisões em ocasiões específicas e planejadas. “O ambiente econômico continua influenciando o comportamento de consumo. Juros elevados, inflação persistente e alto nível de endividamento das famílias mantêm o consumidor mais cauteloso na hora de gastar”, explica.
Entre os canais analisados, os shopping centers retomaram o crescimento em maio, registrando alta de 1,4% no fluxo de visitantes. Durante a semana do Dia das Mães, o desempenho foi ainda mais expressivo, com avanço de 4,2%. Já as lojas de rua encerraram o mês com retração de 1,2%, devolvendo parte da recuperação registrada em abril. Ainda assim, foram as maiores beneficiadas pela data comemorativa, alcançando crescimento de 7,0%.
A pesquisa revela, ainda, que, regionalmente, a maior parte do País registrou crescimento em maio. O destaque ficou com o Sul, que avançou 5,0% e completou o terceiro mês consecutivo de alta. Norte (3,6%), Centro-Oeste (2,0%) e Nordeste (1,8%) também apresentaram desempenho positivo.
O Sudeste foi a única Região a registrar retração, com queda de 2,2%. Por concentrar a maior parcela do consumo nacional, o resultado local teve peso importante na desaceleração observada no indicador consolidado do mês.
O executivo frisa que o varejo entrará no segundo semestre diante de um cenário desafiador, mas com oportunidades ligadas à realização da Copa do Mundo de futebol. Historicamente, os jogos da Seleção Brasileira provocam reduções significativas no fluxo de consumidores nas lojas físicas. “Eventos de grande mobilização costumam alterar, temporariamente, a rotina e os hábitos de consumo da população. Entender esses movimentos e adaptar estratégias comerciais será fundamental para transformar interesse em vendas ao longo da segunda metade do ano”, conclui Raulino.

Foto: Adobe Stock

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