Custos pressionam resultados da indústria do cimento, aponta SNIC arquivo - Revista Anamaco

Custos maiores

Custos pressionam resultados da indústria do cimento, aponta SNIC arquivo

Texto: Redação Revista Anamaco

As vendas de cimento registraram retração de 2,2% nos três primeiros meses do ano, em relação ao mesmo período de 2021. Em termos nominais foram comercializadas 14,9 milhões de toneladas no trimestre, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
Na comparação por dia útil (melhor indicador que considera o número de dias trabalhados e que tem forte influência no consumo de cimento), as vendas do produto registraram, em março, 230,3 mil toneladas, um crescimento de 2,1% em comparação a fevereiro e de 4,4% em relação a igual período de 2021. Ainda assim, o resultado trimestral apresentou um recuo de 3,1% ante os três primeiros meses de 2021.
O recuo, na análise do SNIC, é resultado da acelerada elevação dos custos de produção da indústria do cimento, aliada ao avanço da taxa de juros e inflação, e somada ao ambiente de instabilidade geopolítica mundial, que têm contribuído para o baixo desempenho de vendas do setor.
Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC, explica que o  desempenho do setor não foi pior em março devido à demanda do mercado imobiliário. Entretanto, segundo ele, a performance de lançamentos tende a não se sustentar nesses patamares, uma vez que o aumento de estoque dos imóveis, a queda das vendas e os juros altos devem inibir futuros empreendimentos.
A autoconstrução, importante indutor do consumo de cimento, continua desacelerando em virtude do alto nível de desemprego, da menor renda da população - registrou o menor valor desde 2012 - e crescente endividamento das famílias, que atingiu 51,9%, o maior valor de toda a série histórica iniciada em 2005. Reflexo desse quadro são as sucessivas quedas de vendas de material de construção no varejo, verificadas desde meados de 2021. “A disparada dos custos dos insumos do cimento, aliados a uma forte estabilidade do cenário político e econômico, não nos autorizam um prognóstico de bom desempenho como os verificados nos últimos três anos. A ambição da indústria em 2022 é manter a sustentabilidade do setor frente a um ambiente terrivelmente pressionado”, lamenta.

Foto: Adobe Stock

 

 

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