Dexco registra EBITDA ajustado e recorrente de R$ 547 milhões de abril a junho
Texto: Redação Revista Anamaco
A Dexco encerrou o segundo trimestre deste ano com EBITDA ajustado e recorrente de R$ 547 milhões, o que significa alta de 23,6% na comparação anual. A receita líquida alcançou R$ 2,23 bilhões, crescimento de 5,2%.
Raul Guaragna, CEO da empresa, explica que o resultado reflete a evolução operacional em todas as divisões de negócios da companhia, sustentada por iniciativas de produtividade, disciplina comercial, gestão de custos e foco na captura de valor, em um ambiente de mercado ainda desafiador. "O trimestre reforça a consistência da execução do nosso plano. O mercado não apresentou melhora relevante, mas seguimos avançando por meio de iniciativas sob nosso controle, com ganhos de eficiência e foco na geração de caixa e na redução da alavancagem", afirma.
A companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 34 milhões no trimestre, enquanto a margem EBITDA atingiu 24,5%, um avanço de 3,6 pontos percentuais em relação ao 2T25. Considerando apenas as operações da Dexco, o resultado líquido apresentou melhora significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo a evolução operacional dos negócios.
O desempenho consolidado foi influenciado pelo resultado da LD Celulose, que operou com elevada eficiência operacional, contudo, em um ambiente de preços mais baixos para a celulose solúvel e de valorização do real frente ao dólar.
O executivo frisa que a evolução da geração de caixa foi um dos principais destaques do trimestre. No primeiro semestre, a Dexco registrou fluxo de caixa operacional de R$ 682 milhões e fluxo de caixa livre total de R$ 356 milhões, resultado impulsionado pela melhora do EBITDA, pela redução estrutural do capital de giro e pela disciplina na alocação de capital. A relação dívida líquida/EBITDA encerrou o trimestre em 2,72 vezes, uma redução de 0,27 vez em relação ao trimestre anterior e de 0,67 vez na comparação com o 2T25. "A combinação entre evolução operacional, disciplina de capital de giro e investimentos equilibrados permitiu acelerar o processo de desalavancagem e fortalecer ainda mais a estrutura financeira da companhia", reforça Lucianna Raffaini, CFO da Dexco.
Nesse cenário, a Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, apresentou receita líquida recorrente de R$ 1,57 bilhão, um crescimento de 9,6% em relação ao 2T25 e EBITDA de R$ 485 milhões, alta de 13,4%. “O sólido resultado foi sustentado pela estabilidade da demanda no mercado interno, bom desempenho das unidades e pelos ganhos de produtividade. Mesmo diante da pressão de custos decorrente da alta de insumos ligados ao petróleo, a companhia compensou parte desse impacto por meio de controle de despesas e melhor aproveitamento de seus ativos florestais”, pontua Guaragna.
Já a Divisão de Metais e Louças, representada pela marca Deca, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 56 milhões no trimestre e margem de 11,8%, refletindo a estratégia de priorização da rentabilidade, apoiada por reajustes de preços, evolução do mix de produtos e ganhos de eficiência operacional, mesmo em um cenário de pressão de custos, especialmente do cobre. “Seguimos atentos ao comportamento da demanda. Mesmo em um ambiente de demanda ainda sensível, estamos avançando na recuperação da rentabilidade e na construção de uma operação mais eficiente”, afirma Lucianna.
A Divisão de Revestimentos, por sua vez, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 7 milhões, ainda inserida em um ambiente setorial desafiador, marcado por retração de demanda e pressão de preços. Apesar disso, houve melhora nas margens operacionais, avanço em produtividade e recuperação da rentabilidade, resultado do controle de despesas e da maior eficiência industrial.
Enquanto a LD Celulose registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 339 milhões no trimestre (100% da operação), com margem EBITDA de 47,4%. “Os volumes permaneceram resilientes, contudo, os resultados foram influenciados pela redução dos preços internacionais da celulose solúvel e dos efeitos cambiais, sem impacto sobre o desempenho operacional da operação”, finaliza o CEO.
Foto: Divulgação




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