Balanço positivo

Dexco registra EBITDA de R$ 478 milhões no primeiro trimestre deste ano

Texto: Redação Revista Anamaco

A Dexco encerrou o primeiro trimestre com EBITDA ajustado e recorrente de R$ 478 milhões, o que representa uma alta de 38,3% na comparação anual. Raul Guaragna, CEO da empresa, frisa que o resultado reflete a evolução operacional e a capacidade da companhia de captar ganhos de eficiência em um ambiente de mercado ainda desafiador.
No mesmo período, a receita líquida somou R$ 2 bilhões, crescimento de 6,1% e a companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 72 milhões, com a margem EBITDA atingindo 23,7%, um avanço de 5,5 p.p. sobre o 1T25. “O trimestre demonstra uma execução disciplinada, com avanço em produtividade e captura de valor. Seguimos focados no que está sob nosso controle, diante de um cenário macroeconômico que ainda exige atenção”, afirma o executivo.
Nesse cenário, a Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, registrou receita líquida recorrente de R$ 1,39 bilhão, alta de 8,1% em relação ao 1T25, e EBITDA de R$ 442 milhões, crescimento de 26,3%. O desempenho foi impulsionado principalmente pela evolução de preços, pela melhoria do mix de produtos e por ganhos de eficiência operacional, mesmo em um cenário setorial ainda desafiador. “O negócio de madeira segue consistente. Para o 2T26, teremos pressões de custos em insumos como a ureia e no frete global, influenciadas pelos conflitos no Oriente Médio. Nossa resposta será manter a disciplina comercial e o foco em produtos de maior valor agregado para preservar as margens”, reforça Guaragna.
LD Celulose, joint venture entre a Dexco e a austríaca Lenzing, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$ 368 milhões (100% da operação) no primeiro trimestre. O volume expedido cresceu 13,9%, refletindo elevada eficiência operacional e estabilidade produtiva da unidade, que operou em plena capacidade. O resultado foi impactado pela queda dos preços da celulose solúvel e pela variação cambial, fatores externos ao controle da operação, parcialmente compensados pela alta eficiência produtiva e diluição de custos. “Embora o cenário macroeconômico, com o dólar médio em patamares inferiores aos do ano passado e queda nos preços da celulose solúvel, pressione a conversão dos resultados, a unidade mantém um custo de caixa extremamente competitivo e alta eficiência operacional, o que a posiciona para capturar valor quando o ciclo de preços globais se tornar mais favorável”, afirma Lucianna Raffaini, CFO da empresa.
Já a Divisão de Metais e Louças, representada pela marca Deca, atingiu melhora nos resultados, com EBITDA de R$ 40 milhões e margem de 8,7%, refletindo a recomposição de preços, a evolução do mix e ganhos de eficiência operacional, mesmo em um cenário de leve retração de demanda e pressão de custos, especialmente do cobre. “Observamos uma melhora gradual na Deca, resultado de ajustes estratégicos e recomposição de preços. Ainda assim, o mercado permanece sensível, e seguimos acompanhando a demanda de perto para equilibrar volume e rentabilidade, especialmente diante da volatilidade das commodities”, pontua a CFO.
A Divisão de Revestimentos, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, por sua vez, continua inserida em um ambiente setorial desafiador, marcado por excesso de capacidade, pressão de preços e demanda ainda enfraquecida. Apesar disso, houve melhora nas margens operacionais, impulsionada por iniciativas de produtividade e controle de despesas.

Foto: Divulgação

Dexco registra EBITDA de R$ 478 milhões no primeiro trimestre deste ano
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