Aposta na qualificação

Grupo Aço Cearense investe e democratiza a capacitação entre os funcionários

Texto: Redação Revista Anamaco

A área de treinamento do Grupo Aço Cearense conviveu durante anos com uma limitação que se tornava cada vez mais incompatível com a realidade da empresa. Embora os programas de capacitação existissem, eles chegavam, efetivamente, a uma parcela restrita da organização. O principal motivo era tecnológico, onde a plataforma de aprendizagem utilizada na época exigia acesso por computador e oferecia conteúdo pouco interativo, o que dificultava o alcance dos cerca de quatro mil profissionais operacionais da companhia.
Com mais de 5,5 mil colaboradores distribuídos entre os Estados do Ceará, Tocantins e Pará, a necessidade de democratizar o conhecimento levou a empresa a buscar uma nova abordagem. Foi nesse contexto que nasceu a "Trilhar", plataforma de aprendizagem corporativa construída em parceria com a Edusense, unidade de negócio do DOT Digital Group com plataforma focada em gestão de carreira, que colocou treinamentos e conteúdo de desenvolvimento na palma da mão dos colaboradores. "Percebemos que o modelo anterior não estava mais atendendo às nossas necessidades. O acesso era muito restrito e os treinamentos eram pouco atrativos, em grande parte compostos por PDFs. Precisávamos de uma experiência que realmente se conectasse com a realidade dos nossos colaboradores e permitisse que eles aprendessem em qualquer lugar e no momento em que precisassem", comenta Raíssa Araújo, analista de RH do Grupo Aço Cearense.
Segundo ela, a mudança permite recursos mais interativos, maior personalização do conteúdo e acesso por dispositivos móveis, mas para garantir a adesão dos colaboradores, a empresa decidiu transformar a implantação em um movimento cultural. Equipes de RH passaram a visitar as áreas produtivas em todos os turnos, promovendo campanhas de conscientização, escutando os profissionais e criando ações de engajamento com reconhecimento e brindes para os usuários mais ativos.
O resultado foi uma curva crescente de participação: em 2025, os acessos únicos mensais à plataforma alcançaram uma média de 752 usuários, ultrapassando mais de nove mil durante o ano. O indicador de engajamento superou 28 mil interações em todo o período, enquanto o número total de cursos concluídos somou 8.904 de janeiro a dezembro.
A retenção do conhecimento também chamou atenção. A média anual foi de 93%, bem acima da meta estabelecida de 75%, atingindo 97% nos últimos meses do ano.
Se inicialmente o "Trilhar" nasceu para ampliar o acesso ao aprendizado, foi durante a migração do ERP para o SAP S/4HANA, modernização do sistema que integra e gerencia processos de diversas áreas, que a plataforma ganhou um papel ainda mais estratégico dentro do Grupo.
Raíssa lembra que a empresa já havia passado por uma implantação anterior do sistema e carregava a experiência de um processo complexo, marcado por apostilas extensas e dificuldades de assimilação. Desta vez, a área de RH decidiu transformar a capacitação em uma das bases da mudança.
Dessa forma, todos os treinamentos relacionados ao SAP S/4HANA passaram a ser centralizados no "Trilhar", onde foram realizadas ondas de capacitação ao vivo e gravadas, além da criação de um ambiente exclusivo para os conteúdos do projeto. "O Trilhar foi fundamental para o sucesso da migração para o SAP S/4HANA, os treinamentos ficaram disponíveis para consulta contínua e as pessoas passaram a ter autonomia para acessar o conteúdo sempre que precisassem. Isso fez diferença na adaptação das equipes e na segurança para executar processos críticos no dia a dia", explica a analista.
A estratégia ajudou a transformar a plataforma em uma ferramenta de apoio à operação. Processos que antes dependiam, exclusivamente, da transferência informal de conhecimento passaram a ser registrados e disponibilizados em um ambiente único, reduzindo riscos e aumentando a disseminação das boas práticas. "Quando a aprendizagem consegue chegar a todos os profissionais, independentemente da função ou do dispositivo utilizado, ela deixa de ser uma atividade isolada e passa a apoiar diretamente projetos críticos do negócio. O caso do Grupo Aço Cearense mostra como a capacitação contínua pode acelerar transformações e preservar o conhecimento dentro da organização", afirma Vinícius Arakaki, cofundador e diretor da Edusense.

Foto: Divulgação

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