Grupo Lamosa no Brasil vai investir R$ 150 milhões na planta de São Mateus do Sul
Texto: Redação Revista Anamaco
O Grupo Lamosa no Brasil (Incepa Revestimentos) abriu as portas, em 18 de setembro, de sua planta fabril, localizada em São Mateus do Sul (PR), para receber o governador em exercício do Estado, Darci Piana, e sua comitiva, além da prefeita da cidade, Fernanda Sardanha e outras autoridades do município. Além da visita à unidade industrial, o convite realizado por Sergio Wuaden, diretor-geral do Grupo, foi seguido do anúncio do plano de atualização tecnológica da planta.
Na ocasião, foi comunicado um investimento de R$ 150 milhões, que deverão ser destinados à implantação de novos equipamentos e de readequações em toda estrutura ao parque fabril de São Mateus do Sul e deverão transformá-lo em um complexo industrial de ponta e completamente alinhado com os padrões inovadores e de alta tecnologia da empresa. Além do maquinário, estão previstas obras civis para a realocação de áreas, incluindo a estocagem. “Será um trabalho robusto a ser empenhado dentro de um cronograma muito bem definido que manterá a nossa produção durante os 14 meses previstos para execução”, explica Wuaden.
De acordo com o executivo, o projeto tem por objetivo assegurar a continuidade das operações na cidade, no médio e longo prazo, com ganhos de produtividade, segurança operacional, qualidade dos produtos e sustentabilidade econômica. Além disso, as mudanças corroboram para a preservação da competitividade da indústria cerâmica paranaense e contribuem para a manutenção dos empregos. “Temos plena ciência de nossa relevância para o munícipio e o Estado do Paraná”, acrescenta.
O executivo revela que São Mateus de Sul corresponde a 32% da capacidade total instalada do Grupo no Brasil - o outro percentual da operação está concentrado nas duas fábricas situadas em Campo Largo, também no Paraná. Ele reitera que o aporte planejado se torna ainda mais relevante diante da demanda de reposicionar a empresa em razão da severa realidade imposta pela tarifação adicional aplicada pelos Estados Unidos aos revestimentos cerâmicos brasileiros, que hoje é de 37,5%.
Antes da medida, o mercado dos EUA representava o principal destino das exportações e a companhia se destacava como a maior exportadora brasileira de revestimentos cerâmicos para aquele país. “A elevação tarifária comprometeu nossa competitividade e as mudanças previstas serão cruciais para adaptar a operação ao novo cenário comercial e a preservação da capacidade produtiva”, pontua.
Wuaden explica que a aprovação do investimento está condicionada ao aceite, por parte do governo do Estado, dos pleitos formulados no âmbito do Programa Paraná Competitivo que, atualmente, encontra-se em análise. Ademais, a empresa solicita a implementação das condições de infraestrutura necessárias ao adequado acesso à planta industrial, especialmente a pavimentação da via de acesso à fábrica de São Mateus do Sul.
Wuaden afirma que essas condições são essenciais, determinantes e indissociáveis para o investimento, pois constituem premissas fundamentais de sua viabilidade econômica e operacional para a destinação dos recursos que permitirão a atualização da estrutura industrial vigente. “Mais do que um incentivo ao investimento, esse apoio é absolutamente fundamental para a sustentabilidade da operação, especialmente diante dos severos impactos decorrentes da tarifação. Nossa experiência anterior dentro do Paraná Competitivo, que ocorreu em 2022, foi determinante para as implementações que promovemos em Campo Largo”, finaliza.
Foto: Rbuhrer/Divulgação




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