Impacto do coronavírus nos pequenos negócios - Revista Anamaco

Pesquisa

Impacto do coronavírus nos pequenos negócios

Texto: Redação Revista Anamaco 

O Sebrae e a Fundação Getulio Vargas (FGV) acabam de divulgar o resultado da pesquisa “O Impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios”. Em sua 11ª edição, o levantamento - realizado entre os dias 27 de maio e 01 de junho - entrevistou 7.820 pequenos empresários de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal.
De acordo com o estudo, mais de um ano após o primeiro caso de coronavírus registrado no País, 32% dos entrevistados estão em municípios com restrição de circulação de pessoas. Entre eles, 28% declararam que os negócios estão com fechamento parcial; 4% em lockdown; 63% estão abertos ou em processo de reabertura e 5% garantem que não houve nenhuma restrição nesse período. O levantamento indica que as Regiões Nordeste (47%) e Sul (42%) são as que registram os maiores patamares de restrição. Na média, esse percentual é de 32% no Brasil.
A pesquisa lembra que as empresas tiveram que se readequar para enfrentar o momento de crise. Entre os entrevistados, 80% disseram que suas empresas estão funcionando. Nesse cenário, 16% delas estão operando da mesma forma do que antes da crise; 64% implementaram mudanças; 15% estão com o funcionamento interrompido e como reflexo do momento atípico e inesperado, 5% tiveram que encerrar as atividades.
Outro dado apurado pelo estudo mostra que o movimento de recuperação nos negócios, que vinha sendo percebido desde a terceira edição da pesquisa (realizada entre abril e maio do ano passado), foi interrompido. Dessa forma, a perda no faturamento, em maio deste ano, girou em torno dos 43%.
Entre os setores mais afetados estão turismo e economia criativa com recuo de 68% cada; beleza (53%); academias (52%) e logística e transporte (50%). Na outra ponta, quem perdeu menos com a crise foi o agronegócio, com queda de 15% no faturamento.
O comércio varejista e a construção civil posicionam-se de forma intermediária com perdas de 40% e 33%, respectivamente. Nesse contexto, o varejo apresenta uma piora no desempenho, enquanto a construção se mantém no campo da estabilidade.
A multicanalidade, que se tornou uma forte aliada das empresas em tempos de pandemia, é maioria na realidade dos entrevistados. Segundo dados apurados pela pesquisa, 67% dos pequenos negócios fazem vendas utilizando redes sociais, aplicativos ou internet (Whatsapp, Facebook e Instagram), contra 33% que garantem não utilizar esses recursos.
Para quem aderiu às vendas pela internet, 31% das MEIs têm o faturamento resultado, principalmente, das vendas on-line. Esse percentual chega a 22% entre as MPEs e a 27% nos pequenos negócios.
Outro ponto destacado pela pesquisa é sobre a saúde financeira das empresas. Segundo o estudo, 33% possuem dívidas ou empréstimos em aberto, mas estão em dia com os pagamentos; 36% estão na mesma situação, mas estão inadimplentes. E outros 31% declararam não possuir dívidas nem empréstimos em abertos.
O levantamento revela, ainda, que para os empreendedores o negócio é a principal fonte de renda familiar e que, sete em cada dez MEIs não tiverem rendimentos suficientes para cobrir seus gastos familiares.
Quando se fala sobre perspectivas, 56% dos empresários se mostram preocupados com o futuro. Esse mesmo percentual declara que ainda tem muitas dificuldades para manter o negócio.
Entre os 44% mais otimistas, 10% estão animados com as novas oportunidades; 24% observam que os desafios provocaram mudanças valiosas para o negócio e 10% creem que o pior já passou.
A esperança com a retomada econômica, que no começo da crise era esperada para outubro de 2020, está mais distante. Entre os entrevistados, 18% acreditam que a economia deverá voltar à normalidade em outubro do ano que vem.

Foto: Adobe Stock

Impacto do coronavírus nos pequenos negócios
Compartilhe esse post:

Comentários