Índice de Fraudes no e-commerce sobe pelo terceiro mês seguido
Texto: Redação Revista Anamaco
A poucos dias de novembro, mês marcado pela Black Friday e pelo aumento da movimentação no comércio eletrônico, o Índice de Fraude da Equifax BoaVista registra um novo sinal de atenção para o varejo. O indicador chegou a 1,42% em setembro, no terceiro aumento mensal consecutivo. O índice havia encerrado o primeiro semestre em 1,08%, em junho, e avançou para 1,21% em julho e 1,37% em agosto.
Em setembro, foi identificado aumento de 5,1% em relação a agosto. O avanço ocorreu em um mês no qual o volume de transações submetidas à análise antifraude também voltou a crescer, passando de 20,89 milhões para 21,18 milhões, alta de 1,37%.
O aumento da quantidade de tentativas, porém, foi acompanhado pelo segundo recuo seguido dos valores envolvidos em transações bloqueadas. Desta vez, uma queda de 10,22% na comparação mensal. Assim, o ticket médio das tentativas de fraude caiu 14,6%, de R$ 940,07 para R$ 802,96. Em agosto, o indicador já havia recuado 8,6% em relação a julho.
Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID & Fraud da Equifax BoaVista, explica que a combinação entre maior número de ocorrências e menor valor médio reforça a tendência de uma atuação mais pulverizada em termos financeiros, já observada no mês anterior. “Estamos entrando em um período especialmente relevante para o comércio eletrônico. Novembro e a Black Friday estão próximos e já observamos três meses consecutivos de aumento da taxa de fraude. Mais do que olhar apenas para o volume, é importante acompanhar como essas tentativas estão se comportando e reforçar os mecanismos de prevenção sem criar barreiras para as compras legítimas”, afirma.
Segundo ele, a trajetória observada desde julho mostra uma retomada das tentativas de fraude no segundo semestre e ganha relevância diante da proximidade das principais datas comerciais do período. Depois do Dia das Crianças, o varejo entra na preparação final para a Black Friday, em novembro, e para as vendas de Natal e fim de ano, período de maior movimentação para grande parte do comércio eletrônico.
Entre junho e setembro, o indicador passou de 1,08% para 1,42%, uma elevação de, aproximadamente, 31,5%. Ao mesmo tempo, o perfil financeiro das ocorrências mudou. O ticket médio das tentativas chegou a R$ 1.028,82 em julho, recuou para R$ 940,07 em agosto e atingiu R$ 802,96 em setembro.
Para Manrique, a proximidade da Black Friday reforça a necessidade de varejistas revisarem, antecipadamente, suas estratégias de prevenção. O uso combinado de dados, inteligência artificial e modelos de análise comportamental permite avaliar sinais de risco ao longo da jornada de compra e identificar padrões suspeitos, preservando, ao mesmo tempo, a experiência dos consumidores legítimos. “Em períodos de grande movimentação, o desafio é aumentar a capacidade de identificar riscos sem comprometer a conversão. As estratégias de fraude mudam rapidamente, e as empresas precisam estar preparadas para reconhecer essas alterações de comportamento em tempo real”, acrescenta Manrique.
O avanço das tentativas ocorreu em um mês de maior movimentação da base analisada. As transações analisadas por suspeitas de fraude aumentaram 1,37% (21,18 milhões de transações monitoradas por suspeita de fraude, ante 20,89 milhões em agosto).
Em valores, essas operações tiveram crescimento de 10,77% (R$ 12,19 bilhões ante R$ 11 bilhões em agosto). Já o ticket médio das transações submetidas à análise passou de R$ 526,77 para R$ 575,57, avanço de 9,3%.
Foto: Adobe Stock




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