Indústria de matcon perde ritmo em abril
Texto: Redação Revista Anamaco
Após a recuperação observada em março, a indústria de material de construção voltou a perder ritmo em abril. Segundo o Índice Abramat, o faturamento deflacionado do setor recuou 2,0% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, e caiu 4,9% na comparação com abril de 2025. O resultado interrompe o movimento de recuperação registrado no mês anterior, quando o indicador havia avançado 3,1% frente a fevereiro e apresentado a primeira alta anual após nove meses consecutivos de retração.
Com o desempenho de abril, no acumulado de 2026, o faturamento deflacionado da indústria registra retração de 4,8%, enquanto o desempenho em 12 meses aponta queda de 3,7%.
Na avaliação de Paulo Engler, presidente Executivo da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, os dados de abril refletem um ambiente mais pressionado para a indústria, especialmente diante da escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo ele, o cenário internacional passou a refletir sobre a atividade da indústria de material de construção. “O aumento das tensões no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e pressionou, diretamente, custos importantes para a indústria, especialmente combustíveis, logística e derivados. O diesel também passou a impactar de forma mais significativa a operação do setor, reduzindo competitividade e afetando o ritmo da atividade”, afirma.
No mês, o desempenho negativo atingiu tanto o material básico quanto o de acabamento. Na comparação com março, o material básico registrou retração de 1,2%, enquanto o de acabamento recou 2,8%. Já na comparação anual, as quedas foram de 4,4% e 5,6%, respectivamente.
Engler observa que o ambiente macroeconômico doméstico também segue limitando uma recuperação mais consistente da construção civil. “A manutenção da taxa de juros em patamar elevado continua restringindo crédito, investimentos e o ritmo da construção. Isso naturalmente impacta a indústria contribui para um cenário de maior moderação no curto prazo”, completa.
Mesmo diante da desaceleração, a Abramat mantém a projeção de crescimento de 1,9% para o fechamento de 2026, embora reconheça um ambiente de maior cautela para os próximos meses.
Foto: Adobe Stock




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