Entidades

Indústrias processaram 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025

Texto: Redação Revista Anamaco

As empresas associadas à Associação Brasileira da Indústria Processadora de Aço e Sindicato Nacional da Indústria Processadora de Aço (Abimetal-Sicetel) foram responsáveis pela transformação estimada de 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025. O volume representa uma retração de 0,3% em relação ao ano anterior e corresponde a 15,5% do total de aço processado no País, mantendo participação próxima à registrada em 2024.
Os dados fazem parte da 15ª edição do Anuário de Análise Econômica do Mercado do Aço, publicação da Abimetal-Sicetel que reúne informações sobre o desempenho do setor, o perfil dos mercados atendidos, comparativos e tendências que ajudam a compreender o comportamento da indústria processadora de aço e sua relação com os demais segmentos da economia. “Os números mostram a dimensão da indústria processadora de aço e sua importância dentro da cadeia do aço. Mesmo diante de um cenário de retração, nossas associadas mantiveram um volume expressivo de transformação e uma participação relevante no mercado nacional. O Anuário permite acompanhar essa evolução ano a ano para que possamos entender as principais movimentações e impactos no setor”, afirma Ricardo Martins, presidente da Abimetal-Sicetel.
De acordo com o executivo, a indústria de trefilação e laminação ocupa uma posição estratégica na cadeia produtiva, funcionando como elo entre a siderurgia e os fabricantes de bens finais. As empresas do segmento transformam o aço em uma ampla variedade de produtos, como barras e arames trefilados, perfis, tiras e fitas relaminadas, arames farpados e ovalados, telas metálicas, cabos e cordoalhas, correntes industriais, pregos, grampos e clipes.
Entre as associadas à entidade, a estimativa é de que tenham sido processadas 2,6 milhões de toneladas de aços longos em 2025, uma redução de 0,4% em relação ao ano anterior. Já o volume de aços planos recuou 27%, para aproximadamente 575 mil toneladas. Apesar da retração nos volumes, as empresas associadas mantiveram uma participação relevante entre os segmentos consumidores de aço no Brasil.
Na avaliação de Martins, os dados reforçam a amplitude da atuação do setor. “É importante considerar que estamos falando de uma indústria que atende a uma cadeia muito ampla. O aço transformado pelas nossas empresas chega a diferentes etapas da economia, da construção e da infraestrutura à indústria, ao setor automotivo, máquinas e equipamentos, petróleo e gás, entre tantos outros mercados. Essa capilaridade é uma das características mais importantes do nosso segmento”, destaca. 
A pesquisa também mostra a diversidade dos mercados atendidos pelas empresas associadas. Indústria em geral, construção civil e infraestrutura e máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e industriais lideraram o ranking em 2025, sendo atendidos por 76,0%, 76,0% e 72,0% das empresas associadas, respectivamente.
O levantamento aponta, ainda, mudanças na presença das empresas em diferentes cadeias produtivas. O segmento de petróleo e gás, por exemplo, ganhou participação, passando de 36,8% em 2024 para 48,0% em 2025, enquanto os segmentos naval e de embalagens e recipientes avançaram de 15,8% para 24,0%. Em contrapartida, houve redução no setor automotivo, de 73,7% para 52,0%, e no eletroeletrônico, de 57,9% para 28,0%. “Essa distribuição é um indicador importante porque mostra que não existe uma única dinâmica para o setor. Enquanto alguns mercados ganharam participação, outros recuaram, refletindo as condições específicas de cada cadeia produtiva. A diversificação reduz a dependência de um único segmento e mostra onde estão surgindo novas oportunidades para as empresas processadoras de aço”, avalia.
Martins observa que os resultados desta edição reforçam que a indústria processadora de aço está inserida em uma rede extensa de atividades e que seus movimentos precisam ser analisados em conjunto com o desempenho da indústria brasileira. “Acompanhamos os desafios de curto prazo, mas também temos uma cadeia com espaço para inovação, desenvolvimento de novos materiais e maior agregação de valor. É esse cenário, com seus desafios e oportunidades, que o Anuário busca retratar”, conclui.

Foto: Divulgação

Indústrias processaram 3,3 milhões de toneladas de aço em 2025
Compartilhe esse post:

Comentários