Insatisfação diminui na indústria
Texto: Redação Revista Anamaco
A Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), revela que as empresas industriais se tornaram menos insatisfeitas com as próprias condições financeiras no segundo trimestre de 2026. No entanto, o peso dos impostos, os juros elevados e o alto custo de insumos e matérias-primas impediram um desempenho melhor do setor.
De acordo com o levantamento, o índice que mede a satisfação dos empresários subiu 0,7 ponto, chegando aos 47,9 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, revelando insatisfação dos industriais, ainda que em menor intensidade do que no primeiro trimestre.
A pesquisa mostra que outros indicadores tiveram movimento semelhante. Os índices de satisfação com o lucro operacional e de facilidade de acesso ao crédito aumentaram um ponto e 0,9 ponto, para 42,9 pontos e 39,9 pontos, respectivamente. Contudo, ambos continuam abaixo da linha de 50 pontos, sinalizando que os empresários da indústria seguem insatisfeitos com o lucro dos negócios e com as barreiras para o acesso a empréstimos e financiamentos.
Outra notícia positiva para o setor foi a queda do índice de evolução do preço médio das matérias-primas, que recuou dois pontos, para 64,1 pontos, em uma escala que vai de 0 a 100. O resultado mostra que, para os empresários, o preço dos insumos caiu em relação ao primeiro trimestre, mas seguem elevados. “Os cortes na taxa de juros foram modestos e tiveram pouco impacto sobre a melhora das condições financeiras. O quadro geral mostra que os empresários continuam bastante insatisfeitos com a lucratividade e o acesso ao crédito”, afirma Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
A Sondagem indica, ainda, que o peso dos impostos continua travando a atividade industrial. Um em cada três empresários (33,3%) apontou a elevada carga tributária como o principal problema enfrentado pelo setor no segundo trimestre.
Em meio à guerra no Oriente Médio e ao cenário externo incerto, a falta ou o alto custo da matéria-prima permaneceu na segunda posição do ranking dos principais problemas. O entrave foi mencionado por 31,2% dos industriais. Mesmo com o início do ciclo de cortes dos juros pelo Banco Central, 27,9% dos empresários apontaram as taxas de juros elevadas como o terceiro maior obstáculo ao desempenho das empresas no período.
Para esta edição da pesquisa, a CNI consultou 1.351 empresas: 548 pequenas, 478 médias e 325 grandes.
Foto: Adobe Stock




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