InterCement Brasil impulsiona segunda fase do Projeto Minas Recicla Energia
Texto: Redação Revista Anamaco
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) lançou a segunda fase do Projeto Minas Recicla Energia, iniciativa voltada à melhoria da gestão de resíduos sólidos urbanos. Parceira do programa, a InterCement Brasil contribuirá para ampliar o aproveitamento energético de resíduos da coleta seletiva e de material volumoso, transformando-o em combustível alternativo para a produção de cimento.
Anderson Diniz, subsecretário de Meio Ambiente do governo de Minas Gerais, explica que, além de favorecer a economia circular, a iniciativa reduz o envio de resíduos para aterros sanitários e amplia as oportunidades de geração de renda para cooperativas e catadores de material reciclável em municípios mineiros.
Diniz ressalta a importância de utilizar o material que permanece sem aproveitamento após a reciclagem para aumentar a eficiência energética e reduzir o volume destinado aos aterros. “A parceria com a InterCement Brasil e as prefeituras é fundamental para essa destinação e para a parte socioambiental, para que os catadores consigam fazer uma renda”, afirma.
Ijaci, município onde a InterCement Brasil mantém uma de suas fábricas, também participa do projeto. “A iniciativa está, diretamente, ligada à preservação ambiental e ao descarte adequado dos resíduos que permanecem sem destinação após a coleta seletiva”, afirma Nelson Mesquita, prefeito da cidade.
Iniciado em 2023, o Minas Recicla Energia avança para sua segunda fase com ampliação das operações e participação de novos parceiros. Além da InterCement Brasil e do Governo de Minas, integram o projeto as prefeituras de Lavras, Ijaci e Nepomuceno, e o Grupo Renova, especializado no tratamento desse tipo de resíduo. O projeto conta ainda com o apoio da Universidade Federal de Lavras e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Com o auxílio de cooperativas e catadores dos três municípios, a estimativa é que sejam coletadas e coprocessadas cerca de 150 toneladas de resíduos por mês. Esse volume deixará de seguir para aterros sanitários e será transformado em combustível alternativo para os fornos da InterCement Brasil.
No coprocessamento, combustíveis fósseis tradicionais, como carvão mineral e coque de petróleo, são substituídos por combustíveis derivados de resíduos sólidos urbanos (CDRU), biomassas e pneus inservíveis, utilizados na geração de energia térmica e na fabricação do cimento.
Cristiano Ferreira, gerente de Coprocessamento da empresa, frisa que a tecnologia permite reaproveitar material que não possui valor comercial e que normalmente seria descartado, transformando-o em insumo energético para a indústria. “É um projeto que não somente incentiva a sustentabilidade, mas também cria uma nova oportunidade de geração de renda para os catadores e fortalece a inclusão social”, completa Ferreira.
Foto: Divulgação




|| Orgulhosamente desenvolvida por 