Mão de obra puxa a alta nos custos
Texto: Redação Revista Anamaco
O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) acaba de divulgar o resultado do Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) de junho. De acordo com os dados apurados, o indicador registrou alta de 0,85% no mês, acima do percentual de 0,77% registrado em maio. A tendência de aumento nos custos do setor de construção é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 6,71%. Entretanto, esse resultado representa uma desaceleração em comparação com junho do ano passado, quando o índice acumulava alta de 7,19% no mesmo período.
Nesse cenário, Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,80% em junho, após alta de 1,02% no mês anterior. Nesse grupo, a taxa de variação de Materiais e Equipamentos passou de 1,08% em maio para 0,86% em junho. Esse movimento reflete uma tendência de desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, três dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuo em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo "materiais para estrutura", que passou de 0,99% para 0,73%.
No mesmo sentido, o grupo de Serviços registrou redução, passando de 0,50% em maio para 0,28% em junho. Esse decréscimo foi reflexo do item “conta de energia", que passou de 3,02% para 1,10%.
A variação do índice de Mão de Obra, por sua vez, foi de 0,91% em junho, marcando um avanço quando comparada ao valor de 0,43% observado em maio. Houve desaceleração em cinco das sete capitais que compõem o índice: Salvador (BA), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). Em contraste, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) apresentaram aceleração em suas taxas de variação, refletindo um aumento nos custos de construção nessas localidades.
Foto: Adobe Stock




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