Mercado mundial de madeira tratada deve crescer 6,7% ao ano até 2030
Texto: Redação Revista Anamaco
De acordo com projeção da Grand View Research, divulgada pela Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM), o mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 203. Nesse cenário, a construção concentra a maior parcela da demanda global e está entre as principais frentes de uso do material.
Avaliado em, aproximadamente, US$ 5,9 bilhões em 2023, o mercado encontra no Brasil um potencial estimado de comercialização de 2,4 milhões de m³ de madeira tratada, por ano, provenientes de áreas de reflorestamento, segundo a ABPM. A estimativa brasileira foi divulgada em 2020 e indica o potencial calculado pela entidade, não o volume, atualmente, vendido no País.
Postes, cruzetas, dormentes e cercas estão entre as aplicações tradicionais da madeira tratada no Brasil. Na construção, o material também pode ser empregado em fachadas, decks, estruturas e sistemas industrializados, usos que submetem a madeira a condições bastante diferentes de exposição.
Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) indicam que determinados sistemas construtivos com madeira de árvores cultivadas podem reduzir em até 50% o tempo de execução em relação a métodos tradicionais. O desperdício de material pode ser de 20% a 30% menor.
Elaine Guedes, diretora Comercial da Montana Química, explica que as exigências técnicas mudam conforme o uso. A executiva observa que uma peça instalada sob cobertura não enfrenta as mesmas condições de uma fachada ou de um deck expostos, diariamente, ao sol, à chuva e à umidade. Espécie, projeto, instalação e exposição a fungos e insetos também interferem na conservação.
A diretora frisa que o local de instalação é uma das primeiras variáveis a serem consideradas na especificação. “Duas peças da mesma espécie podem ter comportamentos diferentes se uma estiver protegida e a outra receber sol e chuva diariamente. Antes de definir a proteção, precisamos saber onde a madeira será usada, qual será o nível de exposição e quais condições ela enfrentará ao longo do tempo”, afirma.
Elaine lembra que a vida útil da madeira não depende apenas do acabamento escolhido. O próprio projeto pode reduzir ou aumentar a exposição à água. Pontos que dificultam o escoamento, por exemplo, favorecem a permanência de umidade sobre a peça e podem comprometer seu desempenho.
Em áreas externas, radiação ultravioleta, chuva e oscilações de umidade provocam alterações naturais na madeira e desgastam os acabamentos. A necessidade de manutenção, portanto, varia conforme a exposição e o estado da superfície. “Quando aparece um problema no acabamento, nem sempre ele começou ali. Água acumulada, umidade persistente ou algum detalhe construtivo podem estar por trás do desgaste. Por isso, olhar apenas para o produto aplicado é insuficiente para avaliar o que aconteceu”, diz Elaine.
Foto: Magnific/Divulgação




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