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Mohawk Brasil reduz uso de insumo e gera economia de R$ 424 mil por ano

Texto: Redação Revista Anamaco

Uma alteração no processo produtivo de revestimentos em pequenos formatos permitiu à Mohawk Brasil, fabricante de revestimentos cerâmicos, reduzir em 42% o consumo de adesivo em uma de suas linhas industriais e gerar uma economia estimada de R$ 424 mil por ano. O resultado foi alcançado na unidade SC1, em Santa Catarina, após a revisão da quantidade de pontos de fixação utilizados na montagem das placas de revestimento de 7,5 x 7,5 cm.
Matheus Bitsch Boscardin, gerente-executivo do núcleo ESG da empresa, explica que a linha produz, aproximadamente, 650 mil m² por ano desse formato. “Durante a fabricação, as peças são agrupadas em placas maiores por meio da aplicação de adesivo submetido a temperaturas próximas de 250°C. A revisão do processo permitiu reduzir o volume necessário sem comprometer a integridade do produto. Com investimento inicial de R$ 3,6 mil para adequação da tela utilizada na operação, o retorno ocorreu em apenas um dia e 7 horas”, salienta.
Segundo ele, na prática, o consumo mensal de adesivo caiu cerca de 5,4 toneladas. O executivo conta que, antes da mudança, eram utilizados 1.000 kg por ciclo e, depois da implementação, o volume caiu para 580 kg. “A redução diminuiu a carga sobre o sistema de transporte interno, reduziu problemas com o desprendimento do Teflon das bandejas e também baixou a quantidade de adesivo processado em altas temperaturas, com impacto sobre a emissão de gases e fumaça na operação”, acrescenta.
Na sua análise, iniciativas desse tipo mostram como metas ambientais podem estar diretamente ligadas à produtividade industrial. “A eficiência ambiental ganha escala quando conseguimos conectá-la ao processo produtivo. Reduzir o uso de um insumo, consumir menos recursos e ainda melhorar o desempenho da operação mostra que sustentabilidade não precisa estar separada das decisões de eficiência e competitividade”, afirma.
O resultado faz parte de uma estratégia mais ampla de eficiência nas operações brasileiras. Em 2025, 79,4% da eletricidade consumida pela Mohawk Brasil teve origem renovável, ante 62% em 2024 e 40,6% em 2023. No mesmo período, aproximadamente, três mil ideias de melhoria foram implementadas por meio dos Grupos de Estudo e Sugestão nas unidades de Santa Catarina e Bahia, com impactos econômicos, sociais e ambientais.
Outras iniciativas, adotadas em 2025, incluíram a redução da espessura de pisos de porcelana esmaltada nas unidades de Criciúma, Bahia e Paraíba, medida que diminui o consumo de matérias-primas, energia e água, além de reduzir o peso transportado por metro quadrado. A companhia também avançou em ações para reduzir desperdício de material e taxas de quebra de vidro ao longo do processo produtivo.
Boscardin pontua que os resultados locais se inserem nas metas ambientais globais da Mohawk. Em comparação com a base de 2010, a companhia reduziu em 31% as emissões de gases de efeito estufa, em 55% os resíduos destinados a aterros e em 50% a captação de água, superando as metas anteriormente estabelecidas para os três indicadores.
Para os próximos anos, o Grupo assumiu novos compromissos, entre eles reduzir em 20% as emissões absolutas até 2030, tomando 2021 como referência, e direcionar 85% dos resíduos para fluxos de reutilização, reciclagem e recuperação até 2035. “No Brasil, a estratégia passa por ampliar projetos capazes de combinar redução de consumo, eficiência industrial e ganhos ambientais mensuráveis”, finaliza.

Foto: Divulgação

Mohawk Brasil reduz uso de insumo e gera economia de R$ 424 mil por ano
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