Otimismo do consumidor menor em julho
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 0,4 ponto em julho, para 88,3 pontos, menor nível desde março de 2026 (88,1 pontos). Na média móvel trimestral, o índice cedeu 0,3 ponto, para 88,6 pontos.
O resultado refletiu variações contrárias dos seus componentes. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,6 pontos, para 84,4 pontos. Em contrapartida, o Índice de Expectativas (IE) subiu 1,1 ponto, para 91,5 pontos, após dois meses em queda.
Entre os quesitos que compõem o ISA, o indicador de situação financeira atual da família registrou queda de 3,5 pontos, para 75,5 pontos, o menor nível desde março de 2026 (72,1 pontos). O indicador de situação econômica local atual também caiu 1,7 pontos, para 93,7 pontos, o menor patamar desde setembro de 2025 (93,4 pontos).
Entre os quesitos do IE, apenas o indicador de compras previstas de bens duráveis avançou 4,7 pontos, para 84,7 pontos, sustentando a alta do indicador agregado. Já os indicadores que medem a percepção futura da situação financeira e da economia local caíram 0,2 e 1,4 ponto, para 87,5 pontos e 103,9 pontos, respectivamente.
Anna Carolina Gouveia, economista da entidade, observa que, até o mês passado, a piora gradual da confiança era impulsionada pela deterioração das expectativas, enquanto a percepção sobre o presente seguia em melhora. “Embora ainda possa refletir uma calibragem dos resultados anteriores, a virada de chave observada neste mês pode sinalizar que o pessimismo em relação ao futuro começa a influenciar a avaliação atual dos consumidores, especialmente de sua situação financeira. O alto endividamento e inadimplência das famílias, junto a um contexto de juros fortemente restritivo, segue sendo o principal ponto de pressão do orçamento do consumidor, influenciando sua percepção sobre a economia”, pontua.
Foto: Adobe Stock




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