Percepção atual e para os próximos meses
Texto: Redação Revista Anamaco
Na 12ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, da Sondagem de Mercado de Trabalho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), os respondentes foram consultados a opinar sobre como está sua percepção para conseguir um trabalho no País no momento atual e quais as expectativas para os próximos meses.
O resultado, com dados do trimestre finalizado em maio, mostra que a maior parte dos entrevistados (51,2%) afirma estar difícil ou muito difícil conseguir um trabalho no momento, enquanto 25,5% afirmam estar fácil ou muito fácil, sendo esse o maior valor nos 12 meses de série histórica. O percentual de pessoas com a percepção que está normal ficou em 23,3%.
Quando consultados sobre como deve ficar o mercado de trabalho nos próximos seis meses, a maior parcela de respostas (37%) se concentrou no grupo que acredita que deve piorar ou piorar muito; 33,3% acreditam que vai permanecer estável e 29,6% das pessoas acreditam que pode melhorar ou melhorar muito nos próximos seis meses.
Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, avalia que o resultado de maio mostra duas percepções diferentes quando se analisa por horizonte temporal. Por um lado, a percepção sobre o momento presente segue melhorando, indicando um mercado de trabalho ainda aquecido. Mas por outro, as pessoas têm se mostrado cada vez mais cautelosas com a manutenção desse cenário. “A primeira metade do ano tem sido de taxa de desocupação em níveis baixos em termos históricos, abaixo do mesmo período do ano anterior, mas já se observa diminuição no ritmo das contratações. A desaceleração da atividade econômica e o aumento de incerteza no cenário macroeconômico, ajudam a explicar a expectativa menos otimista para os próximos meses”, afirma Tobler.
Foto: Adobe Stock




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