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Projeto do Grupo Soprema amplia presença feminina em áreas produtivas

Texto: Redação Revista Anamaco

Para reverter um cenário histórico em que os homens dominam a força de trabalho em áreas produtivas, o Grupo Soprema implementou um projeto que tem como objetivo ampliar a participação feminina em todas as frentes, do chão de fábrica à liderança. E os resultados têm sido positivos, especialmente na redução da rotatividade de funcionários. No Brasil, as mulheres já representam cerca de 22% da força de trabalho do Grupo e, graças a essa iniciativa, a presença feminina também tem avançado em áreas produtivas da empresa.
A experiência começou em Boituva, no interior paulista, e foi ampliada para todas as unidades. Heidy Pena, gerente de Recursos Humanos do Grupo Soprema, explica que as equipes com maior participação feminina passaram a apresentar relações de trabalho mais estáveis em comparação com períodos anteriores. “Quando trouxemos as mulheres para dentro do ambiente fabril, observamos que essa relação de trabalho se tornou mais duradoura. O índice de rotatividade, que historicamente foi alto, por diferentes motivos, é significativamente menor”, afirma.
Mesmo com as características do trabalho fabril, a companhia decidiu ampliar o acesso das mulheres às vagas produtivas. As atividades envolvem diferentes processos industriais, que vão desde a fabricação de material para isolamento térmico e acústico até a produção de soluções químicas, como impermeabilizantes, adesivos e resinas, exigindo esforço físico e cuidados específicos durante a operação.
Para viabilizar a iniciativa, o Grupo Soprema oferece remunerações compatíveis com o mercado, além de plano de carreira e benefícios trabalhistas. As unidades também passaram por adaptações estruturais, como a criação de vestiários destinados às colaboradoras. “O trabalho na fábrica envolve atividades operacionais e, em alguns casos, esforço físico. Ainda assim, tivemos resultados muito positivos com a participação das mulheres nas equipes, principalmente em demandas manuais, mas também em comprometimento e permanência na empresa”, diz a gerente.
Segundo ela, hoje, a maior parte das colaboradoras da Soprema atua em funções administrativas e técnicas (63,85%). O projeto prevê participação crescente também em posições de liderança (14,62%), atividades operacionais (11,54%) e no programa de aprendizagem (10%).
Entre as profissionais da companhia, a maior concentração está na faixa etária entre 36 e 45 anos (33,85%), indicando um grupo com boa experiência profissional. Ao mesmo tempo, há presença significativa de mulheres mais jovens (26,92% até 25 anos), o que aponta para a formação de novos talentos.
Na análise de Nahor Junior, gerente de Operações do setor industrial da unidade Rockfibras Guararema, a inclusão de mulheres na área produtiva contribui para maior assiduidade e compromisso com os resultados do negócio. “A postura responsável e dedicada é um diferencial que otimiza os processos e fortalece a cultura de excelência, contribuindo para um ambiente mais justo e inclusivo”, finaliza.

Foto: Diulgação

Projeto do Grupo Soprema amplia presença feminina em áreas produtivas
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