Resultados de 2025 da Dexco revelam bom desempenho na Divisão Madeira
Texto: Redação Revista Anamaco
A Dexco, detentora das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor, apresenta seus resultados de 2025. De acordo com os dados apresentados, a empresa registrou EBITDA ajustado e recorrente proforma de R$2,47 bilhões no ano passado, considerando os resultados de equivalência patrimonial da LD Celulose, joint venture de celulose solúvel entre a Dexco e austríaca Lenzing AG. O resultado representa crescimento de 1,1% na comparação com 2024.
A Receita Líquida consolidada foi de R$8,25 bilhões no ano, o que representa alta de 0,2% na comparação com o ano anterior. O Lucro Líquido Recorrente, por sua vez, totalizou R$107 milhões em 2025. “Foi um período marcado por ganhos na agenda estratégica de desalavancagem financeira e resiliência operacional em suas principais unidades de negócio. Avançamos em disciplina e execução consistentes com o objetivo de aprimorar cada vez mais nosso go to market, fortalecer nossas marcas em segmentos premium, operando com um portfólio mais seletivo, além de otimizar nossa estrutura industrial e atingir uma base financeira mais saudável. Também entregamos resultados históricos na Divisão Madeira, operando com alta taxa de ocupação ao longo do ano, enquanto a LD Celulose consolidou sua maturidade produtiva”, afirma Raul Guaragna, CEO da Dexco.
No quarto trimestre, a companhia registrou Receita Líquida recorrente de R$2,1 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao 4T24. O EBITDA ajustado e recorrente da Dexco foi de R$416 milhões no período, 12% acima do valor registrado no mesmo período do ano anterior. O Lucro Líquido Recorrente no trimestre foi positivo em R$36 milhões.
De acordo com o executivo, esses resultados reforçam a coerência do redirecionamento estratégico e a necessidade de constituir uma base de execução sólida para acelerar a transformação. “O próximo ciclo será de execução e entrega e exigirá disciplina na implementação dos planos para ampliação da captura de benefícios, consolidação de decisões estruturais e materialização dos efeitos financeiros já capturados”, completa.
Nesse cenário, a Divisão Madeira, com as marcas Duratex e Durafloor, registrou EBITDA ajustado e recorrente recorde em 2025, totalizando R$1,57 bilhão, crescimento de 3,8% em relação a 2024, com margem próxima de 28,5%. No quarto trimestre de 2025, o EBITDA foi de R$400 milhões, um índice histórico para a divisão, representando um avanço de 14,4% em relação ao 4T24, com ocupação média de 97% (94% em MDF e 99% em MDP). O resultado foi alcançado de forma integralmente orgânica, o que reforça a robustez do core business de painéis. “Nessa Divisão, operamos praticamente em capacidade plena ao longo do ano todo, com elevada taxa de ocupação. A competitividade do nosso modelo industrial, aliada à escala e à disciplina comercial, foi determinante para a consistência dos resultados”, destaca Lucianna Raffaini, CFO da Dexco.
Segundo ela, a estratégia da Divisão segue focada no redirecionamento do mix para produtos de maior valor agregado e painéis revestidos, garantindo a captura de margens superiores mesmo em mercados maduros.
Já a LD Celulose, JV da operação de Celulose Solúvel, registrou EBITDA ajustado e recorrente de R$350 milhões no 4T25, considerando 100% da operação. No acumulado de 2025, o EBITDA totalizou R$1,6 bilhão, avanço de 3,3% em relação a 2024, refletindo um ano histórico em volume expedido, estabilidade operacional e disciplina de custos.
A Receita Líquida recorrente atingiu R$777 milhões no trimestre, enquanto no ano somou R$3,1 bilhões, sustentada por recorde de produtividade e elevada eficiência operacional. O ano foi encerrado com 604 mil toneladas produzidas e lucro líquido de R$448 milhões (100% da operação), evidenciando a maturidade operacional do ativo.
“A LD Celulose encerrou 2025 em um estágio claro de maturidade operacional. A operação demonstrou estabilidade produtiva, eficiência consistente e capacidade de geração de caixa, mesmo diante da volatilidade cambial e das oscilações no preço internacional da celulose. Trata-se de um ativo estratégico, que amplia a diversificação do portfólio e contribui de forma relevante para a empresa”, explica Lucianna.
A Divisão de Revestimentos, representada pelas marcas Ceusa, Portinari e Castelatto, seguiu pressionada por um ambiente setorial desafiador, marcado por excesso de capacidade instalada, estoques elevados e deterioração de preços na indústria. A divisão apresentou EBITDA ajustado e recorrente negativo de R$14 milhões em 2025, em um cenário em que o mercado de via úmida encerrou o ano abaixo dos níveis observados nos últimos ciclos. A companhia já iniciou a implementação de ações estruturais de reposicionamento comercial e simplificação operacional, refletindo as atuais condições de mercado. “Entramos em 2026 com um reposicionamento comercial e a otimização de nosso portfólio, priorizando segmentos de maior valor agregado e maior geração de caixa.”, aponta a CFO.
Enquanto na Divisão de Louças e Metais, representada pela marca Deca, a Receita Líquida atingiu R$1,91 bilhão no ano, com EBITDA de R$92 milhões. No 4T25, o EBITDA foi de R$23 milhões, em linha com as expectativas, ponderados os impactos da sazonalidade típica do setor, férias coletivas, manutenção programada dos parques fabris e aumento do custo de matérias primas. Embora o volume de vendas tenha apresentado retração no período, a receita líquida unitária cresceu mais de 20% no comparativo anual, refletindo o foco da companhia em mix de produtos mais rentáveis.
“A variação de volume no período está vinculada à nossa saída do negócio de chuveiros e torneiras elétricas, que comparativamente reduz o volume de forma relevante. Somado a isso, há uma estratégia de melhoria do mix de produtos com foco em produtos de maior valor agregado. Recentes ajustes relativos ao parque fabril da Dexco, que incluem o fechamento da planta de louças na Paraíba e a automação de produção de louças em Jundiaí, já indicam uma melhora no custo operacional da divisão, algo que se evidenciará de forma mais clara durante o ano de 2026”, afirma a executiva.
Novidades refletem as tendências de comportamento do consumidor
Além de apresentar seus resultados, a Dexco reuniu a imprensa, no último dia 06, na Casa Dexco, em São Paulo (SP), para apresentar os lançamentos de 2026 de suas marcas. Os produtos relacionam-se às tendências estéticas e de comportamento apresentadas pelo o estudo "Era da (im)permanência: O tempo e a relação com os ambientes", realizado pela WGSN Mindset, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.
O levantamento foi feito com 1.125 participantes, entre homens e mulheres de 25 a 65 anos, pertencentes à classe AB e residentes em todas as regiões do Brasil, que traça os macrodrivers que irão moldar os ambientes e o consumo nos próximos anos.
De acordo com o estudo, 66% dos brasileiros sentem sua vida, constantemente, acelerada e 90% afirmam que a casa é o local onde podem desacelerar, recarregar energias, exercer agência total, escolhendo a temperatura, a luz e som. Foi identificado, ainda, o desejo por simplicidade e eficiência e a economia de tempo aparece como uma prioridade: 47% dos entrevistados elegem a casa como o principal local onde desejam ganhar tempo. A casa inteligente apresenta-se tanto ligada à tecnologia, como no design que elimine o esforço.
O perfil dos participantes revela um público altamente ativo no mercado imobiliário: 77% realizaram reformas estéticas ou de decoração nos últimos 12 meses e 80% pretendem realizar novas intervenções no próximo ano; 63% consideram a facilidade de limpeza das superfícies como um elemento de máxima importância. “O brasileiro não quer mais gastar energia com a manutenção constante do lar, ele quer que o ambiente devolva tempo para ele", explica Marcele Brunel, Head do Design Office da Dexco.
A pesquisa detalha três pilares para a arquitetura de residências e interiores: Uso do Tempo, sob a óptica da longevidade. Cerca de 82% concordam que a casa é um investimento crucial para o futuro e 85% sentem um incômodo profundo quando produtos estragam rápido: 54% dos consumidores preferem investir em uma base permanente de alta qualidade, como pisos e revestimentos duráveis, para trocar apenas detalhes decorativos ao longo das décadas.
Outro pilar, Sentir o Tempo: 61% dos entrevistados consideram a sensação térmica como um elemento de máxima importância para o conforto, térmico e climático. A arquitetura de interiores, varejo e espaços públicos agora é vista como um escudo contra os extremos climáticos. Por último, Ver o Tempo, com a valorização do "imperfeito" e do autoral: 61% valorizam o artesanal e o feito à mão, como reação ao excesso digital. A casa assume o papel de "arquivo vivo", onde 78% dos moradores expõem objetos que contam suas histórias e memórias e 68% gostam de ter objetos que fazem lembrar do passado e resgatam boas memórias.
Um ponto levantado pelo estudo é a relevância da América Latina como um farol de resiliência, autenticidade e efervescência criativa: cerca de 55% dos brasileiros afirmam que sentiriam orgulho se sua casa fosse identificada como representante da cultura latino-americana.
Ainda segundo o levantamento, as casas multigeracionais ganham força globalmente: 58% afirmam usar o quarto com maior frequência para momentos de pausa e relaxamento e a cozinha é o segundo ambiente de maior interação da casa (48%). A área externa (quintal, jardim) aparece como 3º cômodo mais utilizado para relaxamento e o banheiro assume papel terapêutico silencioso.
Entre os dias 9 e 14 de março, a Casa Dexco estará de portas abertas para profissionais e clientes na D3 - DEXCO Design Days, uma oportunidade para apresentação de novidades, troca de informação e relacionamento.
Foto: Divulgação




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