Santri cria IA integrada ao sistema de gestão para apoiar decisões no varejo de matcon
Texto: Redação Revista Anamaco
A Inteligência Artificial começa a mudar a forma como gestores do varejo de material de construção acompanham suas operações. Atenta a esse movimento, a Santri desenvolveu duas soluções de IA integradas ao seu sistema de gestão: o Robson e a Santina. As ferramentas foram criadas para atuar em diferentes frentes, desde a consulta de informações e análise de indicadores até o apoio à utilização do ERP e à execução de determinadas operações.
Fábio Santri, CEO e cofundador da empresa, lembra que o desenvolvimento das soluções faz parte de uma jornada iniciada há cerca de dois anos e que entrou em uma nova etapa em 2026, com testes realizados junto a clientes da companhia. A previsão é que Robson e Santina sejam disponibilizados para toda a carteira de clientes a partir deste mês de outubro.
Enquanto a Santina funciona como uma especialista no próprio software, auxiliando os usuários a encontrar funcionalidades, relatórios e processos dentro do ERP, o Robson atua, diretamente, sobre as informações da operação. A proposta é permitir que o gestor consulte dados e obtenha análises sem precisar navegar por diferentes telas e relatórios para cruzar as informações. “Nosso objetivo é trazer a inteligência artificial de uma maneira muito eficiente para dentro do produto e ajudar o cliente a ser mais eficiente. A tecnologia pode acelerar análises, facilitar o acesso às informações e automatizar tarefas que hoje consomem tempo da equipe”, explica o CEO.
Na prática, um usuário pode consultar a Santina para entender qual relatório atende a determinada necessidade, descobrir como realizar uma operação ou perguntar sobre outras formas de executar um processo dentro do sistema. A ferramenta também poderá evoluir para oferecer respostas mais específicas de acordo com as demandas e informações de cada cliente.
Já o Robson foi concebido como um agente de Inteligência Artificial que trabalha dentro do sistema. O gestor pode, por exemplo, perguntar sobre o desempenho de uma loja, comparar estoque e vendas, analisar o comportamento de determinados produtos ou identificar possíveis ameaças à operação. Em vez de acessar diferentes relatórios para reunir essas informações, o usuário pode fazer a pergunta diretamente à IA.
A ferramenta também pode atuar de maneira ativa, enviando informações e alertas sobre situações que merecem atenção. Em cenários previamente parametrizados, o agente pode, ainda, executar determinadas operações de forma autônoma, como liberar um pedido bloqueado por uma condição comercial ou ajustar o preço de um produto que permanece sem vendas por determinado período. “Quando definimos os parâmetros e limites para o agente, ele consegue tomar decisões dentro daquilo que foi previamente estabelecido pela empresa. Isso não substitui o gestor. Ao contrário, permite que ele dedique mais tempo à gestão da equipe, ao relacionamento com os clientes e a decisões que dependem da experiência humana”, afirma Márcio Oliveira, cofundador e responsável pelo desenvolvimento e inovação da Santri.
Oliveira observa que a tecnologia também não substitui ferramentas tradicionais de acompanhamento, como sistemas de Business Intelligence (BI). “Enquanto os painéis continuam sendo importantes para o monitoramento contínuo de indicadores, o Robson funciona como uma camada adicional para investigar situações específicas e cruzar informações de maneira mais rápida”, acrescenta.
Um gestor que queira avaliar o resultado de uma campanha promocional, por exemplo, pode solicitar uma análise da performance dos produtos, identificar quais itens tiveram melhor desempenho e obter informações que ajudem a definir quais produtos podem voltar a participar de uma ação. Também é possível utilizar os dados para apoiar negociações com fornecedores, como na definição de margens e avaliação do desempenho de determinados produtos.
Para garantir a confiabilidade das respostas, o Robson não acessa, diretamente, o banco de dados da empresa. As informações passam por uma camada de pré-processamento criada pela Santri antes de serem disponibilizadas à Inteligência Artificial.
Segundo Oliveira, o modelo permite controlar quais informações podem ser acessadas pela ferramenta e em que formato são apresentadas ao agente. “Uma das principais diferenças é o fato de o Robson fazer parte do sistema. Ele sabe onde buscar a informação necessária para responder à demanda do usuário, em vez de receber dados de fora para fazer uma análise. A IA hoje é novidade, amanhã é sobrevivência.”, explica.
Fotos: Divulgação - Montagem: Grau 10 Editora




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