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Schneider Electric e FAS inauguram polo de energia em comunidade indígena

Texto: Redação Revista Anamaco

A Schneider Electric e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) inauguraram o Polo Schneider Electric de Energia Sustentável Kanata Katu - concebido como um espaço de demonstração, capacitação e disseminação de soluções de energia limpa na Amazônia - que resulta da união entre cooperação internacional, implementação socioambiental local e inovação tecnológicaEle foi instalado na comunidade indígena Três Unidos como um espaço de referência para a promoção e disseminação de soluções de energia sustentável adaptadas à realidade amazônica.
Sediado no Núcleo de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável, gerido pela FAS, o polo articula instituições públicas e privadas, recursos nacionais e internacionais, iniciativas de energia limpa, formação, capacitação e intercâmbio de conhecimento.
Em sintonia com o significado de Kanata Katu - “Energia Boa” -, a iniciativa transforma a experiência desenvolvida em Três Unidos em uma plataforma de aprendizagem e inovação, valorizando o protagonismo da comunidade indígena Kambeba e fortalecendo modelos de autonomia e desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Rafael Segrera, presidente da Schneider Electric para a América do Sul, explica que o polo deverá promover atividades educacionais voltadas à formação de capital humano, sediar eventos técnicos e científicos para contribuir com o aprimoramento de políticas públicas e atuar como uma plataforma para disseminar soluções energéticas sustentáveis adaptadas à realidade amazônica, desenvolvidas pela Schneider Electric e demais parceiros da FAS.
Segundo ele, uma das iniciativas que serão monitoradas pelo polo é a Usina Solar Indígena Três Unidos, viabilizada com o apoio do Ministério Federal da Alemanha para o Meio Ambiente, por meio da Internacional Climate Initiative (IKI) e da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), e implementada pela FAS. A infraestrutura está instalada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, sob gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema).
O sistema dessa usina conta com componentes de gestão de energia da Schneider Electric, com soluções voltadas à medição, proteção, monitoramento e uso eficiente da energia, incluindo medidores individualizados nas unidades atendidas. “Esse projeto, financiado pela iniciativa alemã, substituiu a geração de energia a diesel por uma usina solar, garantindo o fornecimento contínuo de eletricidade a 47 residências e a estruturas essenciais da comunidade, como duas escolas, posto de saúde e empreendimentos locais”, explica o executivo.
Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS, acrescenta que a energia é um facilitador capaz de criar condições para o desenvolvimento sustentável e gerar esperança por uma Amazônia próspera, com melhoria de renda e indicadores sociais, mantendo a floresta em pé.
Segrera frisa que a solução implementada combina geração solar fotovoltaica off-grid, armazenamento em baterias, integração com gerador a diesel como backup e uma arquitetura tecnológica de gestão energética que possibilita monitorar, medir e otimizar, em tempo real, a produção e o consumo de energia na comunidade. “Com investimento da cooperação alemã, por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e da GIZ, o projeto amplia o acesso à energia sustentável e fortalece a autonomia da comunidade Kambeba na gestão do sistema. A infraestrutura inclui mecanismos de medição, proteção e monitoramento, além de medidores individualizados e equipamentos da Schneider Electric que apoiam o controle do consumo e o uso eficiente da energia”, pontua.
Segundo ele, a iniciativa integra investimento climático, tecnologia e conhecimento comunitário, valorizando o protagonismo do povo Kambeba na proteção da Amazônia. A arquitetura do sistema de energia solar desenvolvido para o Três Unidos será uma referência para as ações da iniciativa do Polo Schneider Electric de Energia Sustentável Kanata Katu em outras comunidades com a gestão executiva da FAS e co-financiamento de outros parceiros. 
“Acreditamos que o acesso à energia é um direito humano fundamental. Embora já exista um progresso, ele tem sido muito lento. Na América Latina, cerca de 16 milhões de pessoas, incluindo duas milhões no Brasil, ainda vivem sem fornecimento regular ou confiável à energia e precisam recorrer ao diesel, um dos grandes responsáveis por emissões de gases de efeito estufa”, destaca.
Na avaliação de Segrera, é preciso iniciativas como a de Três Unidos para mudar esse cenário, por meio de uma infraestrutura que permita o uso eficiente de fontes renováveis e a gestão adequada do recurso.

Foto: Divulgação

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