Confiança na construção

Sentimento de pessimismo moderado

Texto: Redação Revista Anamaco 

O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), caiu 0,9 ponto em junho, para 91,7 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice decresceu 0,6 ponto, para 92,3 pontos.
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da entidade, observa que, com algumas oscilações, nos primeiros seis meses do ano, prevaleceu o sentimento de pessimismo moderado com o ambiente corrente de negócios.
Segundo ela, a forte elevação dos preços dos insumos, que afetou o orçamento das obras a partir de março, foi um fator que contribuiu para esse pessimismo. “A maioria das empresas apontou redução do ritmo da atividade desde dezembro. De todo modo, a já recorrente falta de trabalhadores permaneceu como o quesito que mais limitou o crescimento dos negócios, o que sugere que o setor continua operando em ritmo forte. Vale destacar, também, que houve avanço nas expectativas referentes à demanda esperada para os próximos meses. Seguindo esse movimento, as empresas apontam que o mercado de trabalho setorial permanecerá aquecido”, frisa.
De acordo com o estudo, o indicador, em junho, foi influenciado, exclusivamente, pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), que recuou 1,7 ponto, alcançando 90,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST) se manteve estável em 92,9 pontos.
Dentro dos componentes do ISA, a Situação Atual dos Negócios registrou 88,8 pontos, o que representa uma queda de 2,2 pontos em relação ao mês anterior, enquanto a Carteira de Contratos chegou a 92,6 pontos, um recuo de 1,2 ponto sobre maio.
Entre os componentes do IE-CST, a Demanda Prevista registrou 95,0 pontos, recuando 0,7 ponto em relação ao mês anterior. Em contrapartida, a Tendência dos Negócios avançou para 90,8 pontos, crescendo 0,7 ponto comparado a maio.
Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da construção recuou 0,4 ponto percentual, para 77,0%. O NUCI de Mão de Obra manteve-se estável em 78,7%, enquanto o de Máquinas e Equipamentos caiu 0,4 p.p para 71,9%.

Foto: Adobe Stock

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