Sinais de recuperação em SP
Texto: Redação Revista Anamaco
De acordo com o Levantamento Conjuntura, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a indústria paulista encerrou o primeiro trimestre com sinais de recuperação.
O estudo mostra que as vendas reais avançaram 10,3% no período, o que apenas recuperou do tombo observado no quarto trimestre do ano anterior (-8,3%), já os salários reais médios cresceram 2,8%. O resultado interrompeu três trimestres de retração nas vendas (-1,9%, -2,4% e -8,3%, do 2º ao 4º trimestre de 2025). Em sentido oposto, as horas trabalhadas na produção recuaram 1,1%. Todos os dados são com ajuste sazonal.
Na análise da entidade, tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã aumentam a incerteza sobre o preço do petróleo e seus derivados, além dos fertilizantes. Em conjunto a isso, a Selic em patamar restritivo encarece o crédito e limita investimentos. Adicionalmente, o elevado endividamento das famílias coloca preocupação sobre a dinâmica do consumo por produtos industriais.
Na análise mensal, as vendas reais da indústria paulista avançaram 0,4% em março, na série com ajuste sazonal, consolidando a terceira alta mensal consecutiva.
As horas trabalhadas na produção recuaram 0,7% no mês, após alta de 0,3% em fevereiro, enquanto os salários reais médios registraram leve crescimento de 0,1%, após recuar 1,7% no mês anterior.
Por fim o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), variou de 78,5% em fevereiro para 78,7% em março (+0,2 p.p.), dado que se mantém praticamente estável desde janeiro (78,8%).
No acumulado em 12 meses, as vendas reais da indústria paulista recuaram 0,7%, repetindo a variação observada no mês anterior. As horas trabalhadas na produção acumulam queda de 0,8%, o pior desempenho desde março de 2021 (-4,7%). Por outro lado, os salários reais médios cresceram 0,5%, melhor resultado desde fevereiro de 2025 (+0,7%).
Nesse contexto, a Fiesp projeta alta de 0,9% da indústria geral em 2026 e estabilidade da indústria de transformação (0,0%).
Foto: Adobe Stock




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