Sob influência dos custos com mão de obra, INCC-M registra aceleração em março
Texto: Redação Revista Anamaco
O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), cresceu 0,36% em março, acima da taxa de 0,34% observada no mês anterior. Com esse resultado, em 12 meses o índice acumula alta de 5,81%, representando uma desaceleração em relação a março de 2025, quando o índice acumulava alta de 7,32% em 12 meses.
Nesse cenário, o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços subiu 0,27% no mês, após alta de 0,30% em fevereiro. A categoria de Materiais e Equipamentos passou de 0,30% em fevereiro para 0,28% em março. Esse movimento reflete uma desaceleração nos preços desses insumos, crucial para a execução de projetos de construção. Nesta apuração, dois dos quatro subgrupos que compõem essa categoria exibiram recuo em suas taxas de variação. O principal destaque foi o subgrupo “materiais para instalação", que passou de 0,87% para 0,66%.
No âmbito do grupo de Serviços, houve um arrefecimento na taxa de variação, que passou de 0,36% em fevereiro para 0,24% em março. Esse movimento foi reflexo do item "conta de água e esgoto", que caiu de 2,04% para 0,63%.
Já o índice de Mão de Obra registrou alta de 0,47% em março, marcando um avanço quando comparada ao valor de 0,39% observado em fevereiro.
O indicador acelerou em quatro das sete capitais que compõem o índice: Salvador (BA), Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP). Em contraste, Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ) apresentaram desaceleração.
Foto: Adobe Stock




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