Transporte pesa no orçamento
Texto: Redação Revista Anamaco
A 13ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho da Sondagem de Mercado de Trabalho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), aborda o tema da percepção sobre a renda nos últimos três meses. Nesse tema, os respondentes foram consultados a dar sua percepção sobre como tem evoluído sua renda, se ela foi suficiente para pagar as contas essenciais e apontam quais foram as três maiores despesas nesse período.
O resultado, com dados do trimestre finalizado em junho, mostra que a maior parte dos respondentes (69,1%) afirma que conseguiram pagar suas contas essenciais nos últimos três meses, sendo esse resultado a quarta queda consecutiva. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o percentual que afirma conseguir pagar suas contas essenciais está 2,6 p.p. superior.
Em seguida, os participantes da pesquisa foram convidados a apontar quais foram as três maiores despesas que mais impactaram no orçamento da família. A alimentação se mantém como o item mais citado como um dos que mais pesam no orçamento das famílias, com 75,0%. Em seguida, as duas opções mais citadas foram: contas de serviços públicos (50,3%) e aluguel ou financiamento com moradia (45,6%). Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a maior diferença foi o impacto do transporte, que representava 2,0% e passa a ser 27,6% das pessoas reportando como um dos três itens que mais pesam no orçamento.
Rodolpho Tobler, superintendente adjunto da entidade, observa que os resultados de junho mostram que a evolução do mercado de trabalho, especialmente com melhora na renda, permite que boa parte das pessoas consigam pagar suas contas básicas. Por outro lado, a quarta queda consecutiva nesse indicador parece estar relacionada à desaceleração do mercado de trabalho. “Entre os itens que mais pesam, contas de serviços públicos e custo de transporte foram os que mais subiram na composição do orçamento das famílias, sendo o último muito relacionado com o aumento do preço dos combustíveis. Olhando para os próximos resultados, é esperado que o ritmo menos intenso do mercado de trabalho não permita uma reversão dessa tendência recente, mas o indicador ainda deve se manter em um patamar positivo, dado que a desaceleração deve ser gradual”, afirma Tobler.
Foto: Adobe Stock




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