União pela qualidade
Texto: Redação Revista Anamaco
Com o objetivo de conscientizar o varejo sobre a importância da comercialização de material conforme, a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) realizou, na manhã de hoje (20 de outubro), no Hotel Premium Campinas (SP), o lançamento oficial do Circuito Nacional da Qualidade. O evento reuniu mais de uma centena de representantes do varejo, indústria e entidades setoriais, principalmente de Campinas, Jundiaí e região, no interior paulista.
O encontro em Campinas, realizado em parceria com a Associação dos Comerciantes de Material de Construção de Campinas e Região (Acomac Campinas) e Acomac Jundiaí e Região, marcou a primeira etapa de uma mobilização de longo prazo promovida pelo Sistema Anamaco. A iniciativa prevê a realização de encontros em 20 cidades brasileiras ao longo dos próximos anos, sempre em parceria com as Acomacs regionais.
Segundo o presidente executivo da Anamaco, Júlio João Pereira, a iniciativa nasceu da consolidação do Comitê de Programas Setoriais de Qualidade (PSQs) da entidade e do diálogo direto com o Fórum Nacional da Qualidade. A proposta foca na aproximação entre o fabricante e o balcão. "A ideia é que, durante os próximos anos, a gente desenvolva em toda a base do Sistema Anamaco eventos em que possamos reunir as lojas associadas e não associadas para levar conteúdo e conscientização sobre a importância dos produtos certificados. A Anamaco quer, junto com as indústrias, criar uma grande campanha para contribuir com a melhoria da habitação no Brasil", afirmou Pereira.
O presidente do Sistema Anamaco, Cássio Tucunduva, ressaltou que a atuação articulada por meio de comitês temático-setoriais reforça a credibilidade do setor e defende o direito do consumidor final a obras seguras e duráveis. "Não dá para admitir um piso que, com cinco anos de uso, já fique danificado, ou um revestimento que começa a cair da parede. A nossa gestão subdividiu as ações em comitês, e o Comitê de Programas Setoriais de Qualidade está fazendo um belo trabalho, cujo resultado se transforma agora neste circuito itinerante que começa por Campinas e Jundiaí", ressaltou Tucunduva.
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Tecnologia e Normas
A programação técnica contou com três palestras dedicadas a apresentar soluções e ferramentas práticas de rastreabilidade para o varejo. Na primeira apresentação, o executivo de negócios sênior da GS1 Brasil, Gustavo Tarallo, detalhou a transição do código de barras tradicional para a codificação bidimensional (código 2D/QR Code) e a integração de dados no Cadastro Nacional de Produtos. "Quando a indústria declara a norma técnica atendida na base global da GS1, essa informação fica acessível ao varejista e aos sistemas de automação. A tecnologia 2D permite rastrear lote, validade e conformidade diretamente na gôndola, criando um mecanismo transparente de verificação da qualidade", explicou Tarallo.
Na sequência, a coordenadora-geral de Política Habitacional do Ministério das Cidades, Nilza Amy Yamasaki, apresentou a estrutura do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e a atuação do Sistema de Qualificação de Empresas de Materiais (SiMaC). "O material de construção de qualidade e os sistemas conformes são os pilares para proporcionarmos moradias dignas e seguras para a população. Os lojistas de material de construção representam uma porta de entrada fundamental e têm a responsabilidade de multiplicar a cultura da conformidade técnica na ponta", destacou Nilza.
Fechando o ciclo de palestrantes, o vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim)/Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Siprocim) e gerente de Programas Setoriais de Qualidade, Anderson Augusto de Oliveira, alertou para os riscos jurídicos e os prejuízos operacionais da comercialização de itens fora das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). "Não existe sustentabilidade nem segurança com produto fora de norma. O poder de compra do varejista é a chave para mudar o mercado: quando o lojista passa a exigir o selo do PSQ do seu fornecedor, ele protege o próprio negócio, evita problemas de pós-venda e garante a integridade física e financeira do consumidor", enfatizou Oliveira.
O encontro foi encerrado com um painel de debates mediado por Júlio Pereira, que contou com a participação do coordenador do Comitê de PSQs da Anamaco, Rodrigo Nandi; do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (Abramat), Mauro Franco; do presidente do Fórum dos Gerentes dos Programas Setoriais de Qualidade (PSQs) do Ministério das Cidades, Luíz Antonio Martins Filho e dos palestrantes Nilza Yamasaki e Anderson Oliveira.
Durante a discussão, eles reforçaram que os requisitos do PSQ representam um patamar mínimo obrigatório de conformidade que deve ser cobrado indistintamente de fabricantes nacionais e de produtos importados. A cobertura completa sobre o lançamento do Circuito Nacional da Qualidade Anamaco será publicada na edição 388 da Revista Anamaco.
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Fotos: Divulgação




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