Pesquisa de confiança

Varejo de bens acelera para alta de 4,77% no 3º trimestre e sinaliza virada de ciclo

Texto: Redação Revista Anamaco

O varejo brasileiro de bens registrou, no terceiro trimestre, seu melhor desempenho recente: alta de 4,77% na comparação com o mesmo período de 2025 e avanço de 1,88% frente ao trimestre imediatamente anterior. Os dados são do Índice de Vendas do Varejo Ampliado, compilados pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e do Mercado de Consumo (Ibevar) em parceria com a FIA Business School, com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Banco CentralIpeadata.
Após um segundo trimestre estacionário, em que o crescimento se concentrava apenas em tecnologia e bens de maior valor unitário, o levantamento aponta, agora, uma recuperação disseminada por praticamente todas as categorias pesquisadas. 
Móveis e eletrodomésticos lideram a expansão anual, com alta de 5,00%, seguidos por outros artigos de uso pessoal e doméstico (+6,84%), farmácias e perfumarias (+3,84%), automóveis (+3,79%) e vestuário e calçados (+3,52%). Material de construção voltou ao terreno positivo (+2,64%), assim como hipermercados e supermercados (+2,98%). A exceção relevante permanece no segmento de livros, jornais e revistas, que aprofunda a retração para 12,10% no comparativo anual - movimento que o Ibevar-FIA Business School classifica como estrutural, associado à digitalização do consumo, e não como reflexo do ciclo econômico corrente. 
Já o varejo de serviços fechou o terceiro trimestre com variação ponderada de 2,8%, repetindo o padrão observado no período anterior: segmentos digitais e de conveniência - aplicativos de entrega, transporte por aplicativo e seguro de automóvel - sustentam o resultado agregado, enquanto os segmentos de maior peso no faturamento, como seguro-saúde, atendimento médico e imóveis, continuam puxando o índice para baixo. Pela primeira vez no ano, bens e serviços crescem, simultaneamente, com alguma consistência. A economia, aparentemente, superou o estancamento do segundo trimestre e retoma um crescimento moderado, puxado principalmente por bens duráveis e serviços digitais - justamente os segmentos que dependem menos de financiamento de curto prazo e mais de renda corrente e conveniência. O risco de reversão continua concentrado em saúde, imóveis e educação, áreas que acumulam quedas e respondem por parcela expressiva do faturamento do setor de serviços”, avalia Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.

Foto: Adobe Stock

Varejo de bens acelera para alta de 4,77% no 3º trimestre e sinaliza virada de ciclo
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