Varejo de matcon fechou 1º semestre estável
Texto: Redação Revista Anamaco
O primeiro semestre do ano foi marcado por estabilidade para cerca de metade do varejo de material de construção. Segundo o Bustracking realizado pelo Instituto de Pesquisas Anamaco, 51% das lojas entrevistadas perceberam que o faturamento ficou próximo ao registrado no mesmo período de 2025. Para 29%, o resultado foi pior; para 20%, foi melhor.
O estudo revela um contraste importante: as lojas que cresceram atribuíram o avanço, principalmente, a ações do próprio negócio, enquanto aquelas que recuaram apontaram sobretudo fatores externos. A leitura ajuda a compreender os desafios do período e oferece referências para as decisões do segundo semestre.
De acordo com o levantamento, o Sul apresentou a maior proporção de avaliações positivas, com 27% das lojas indicando melhora. No Sudeste, 35% perceberam piora, o maior percentual negativo entre as regiões. Norte e Nordeste tiveram os maiores índices de estabilidade, com 61% e 64%, respectivamente.
O porte da empresa também fez diferença. A pesquisa mostra que entre as lojas menores, com até quatro funcionários, 66% apontaram estabilidade. Já aquelas com mais de 99 funcionários formaram o grupo que mais registrou crescimento.
Na análise por tipo de loja, o segmento de material elétrico teve o melhor destaque positivo, com 26% de avaliações de melhora. As lojas de revestimentos cerâmicos concentraram o resultado mais desfavorável, com 41% de percepção de piora.
Entre as lojas que perceberam melhora no faturamento, as ações realizadas pelo próprio negócio lideraram as justificativas, com 29% das respostas. Na sequência aparecem o aumento do número de obras, reformas e construções, com 25%, e a política de preços, com 19%. Poder de compra, com 10%, e posicionamento da loja, com 7%, também foram mencionados.
Quando as respostas são detalhadas, aparecem iniciativas concretas: mais promoções e descontos, citados por 9%; diversificação de produtos, por 7%; mais marketing e divulgação, por 6%; equipe de vendas externas, por 3%; e desempenho da equipe de vendas, também por 3%. Os dados sugerem que não houve uma única alavanca, mas uma combinação de decisões comerciais, relacionamento e gestão. “Os dados mostram que o primeiro semestre exigiu atenção redobrada à gestão. O ambiente econômico pesou, mas as lojas que avançaram destacaram ações próprias, como promoções, diversificação, comunicação e ajustes comerciais. Isso reforça que acompanhar o consumidor e agir com método pode ampliar a capacidade de resposta do varejo”, afirma Katia Ratnieks, coordenadora do Instituto de Pesquisas Anamaco.
A pesquisa indica que, entre os varejistas que perceberam piora, o cenário econômico foi a razão mais citada, com 46%, seguido por medidas políticas, com 42%, custos, com 17%, concorrência, com 9%, e eventos específicos, com 7%.
No detalhamento das respostas, o endividamento das pessoas aparece com 26%, enquanto a instabilidade econômica soma 16%. No campo das medidas políticas, impostos e juros altos foram citados por 22%, e a instabilidade política ou falta de confiança na política, por 12%. Entre os custos, o aumento do preço da matéria-prima respondeu por 16%.
O Bustracking realizou 600 entrevistas com lojas de material de construção, das cinco regiões do País, em agosto de 2026.
Foto: Adobe Stock




|| Orgulhosamente desenvolvida por 