Vendas de cimento avançaram no primeiro trimestre, aponta SNIC
Texto: Redação Revista Anamaco
A indústria brasileira de cimento registrou, no primeiro trimestre, a venda de 15,9 milhões de toneladas, o que representa uma alta de 1,8% em comparação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
Em março, a comercialização foi de 5,8 milhões, um aumento de 9,1% frente ao mesmo mês de 2025. Na comparação por dia útil, as vendas do produto registraram 241,2 mil toneladas, uma retração de 1,2% em comparação a fevereiro.
Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC, avalia que o desempenho é reflexo de um mercado de trabalho aquecido, com a menor taxa de desemprego para fevereiro na série histórica (5,8%) e 102,1 milhões de pessoas ocupadas, com rendimento médio de R$3.679. “Esses fatores fortaleceram a massa salarial e sustentaram a confiança do consumidor, que teve alta em março”, pontua.
Segundo ele, o cenário positivo é reforçado, ainda, pelo mercado imobiliário e o impacto do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que já responde por 52% do volume de novos empreendimentos imobiliários no País. “Após um 2025 com expansão de 13,5% nos lançamentos, a meta governamental de atingir três milhões de unidades até 2026 tem potencial para gerar um incremento de, aproximadamente, cinco milhões de toneladas na demanda por cimento no período”, salienta Penna.
O executivo destaca que, apesar de um início de ano com indicadores resilientes, a projeção para 2026 é de crescimento moderado. Na sua análise, o desempenho do setor dependerá de aspectos internos - como inflação, taxa de juros e atividade econômica - e de fatores externos, vinculados ao término do conflito no Oriente Médio e à durabilidade de seus reflexos. “Se, por um lado, há um esforço na reindustrialização do País com programas governamentais em implantação, por outro, há iniciativas como a alteração da jornada de trabalho que, sem a necessária análise técnica, são agravadas por acontecerem em um período pré-eleitoral. Ademais, a regulamentação do tabelamento do frete sem aprofundamento técnico necessário afeta a estabilidade, a previsibilidade e a retomada do crescimento da indústria brasileira”, finaliza.
Foto: Adobe Stock



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