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Weg ultrapassa R$ 1 bilhão em ganhos com melhoria de processos industriais

Texto: Redação Revista Anamaco

A Weg, multinacional brasileira fabricante de eletroeletrônicos, motores, tintas, vernizes e automação industrial, ultrapassou R$ 1 bilhão em ganhos com aperfeiçoamento dos processos industriais, fruto da execução de mais de 400 mil kaizens, que são ações rápidas de melhorias, um dos principais conceitos e práticas do sistema lean, modelo de gestão originário do método Toyota. 
Marcelo Pinto, gerente-geral de Soluções Digitais da empresa, explia que a iniciativa vem gerando um desenvolvimento único das pessoas na companhia ao transformar mentalidades e a cultura da organização com foco na melhoria contínua.
Segundo ele, há cerca de 10 anos, a empresa utiliza o Weg Management System (WMS), modelo de gestão inspirado no sistema lean, que mais recentemente ganhou um reforço: vem sendo integrado à Inteligência Artificial (IA). “A companhia potencializou o aperfeiçoamento dos processos e vem colecionando resultados ao utilizar, na prática, o conceito de Manufacturing Execution System (MES): um sistema de softwares voltado para o gerenciamento, monitoramento e controle da produção diretamente no chão de fábrica”, revela. 
Com isso, a Weg obteve, por exemplo, uma redução de mais de 30% em “quebras” por causa da manutenção feita em máquinas baseada em IA e sensores IoT, dispositivos conectados à internet instalados no maquinário, permitindo intervenções planejadas, o que reduziu horas de paradas nas operações industriais. “Na Weg, a IA, a digitalização e a robotização não são ‘objetivos em si’, mas práticas para acelerar a melhoria contínua”, salienta. 
De acordo com o gerente, outro resultado dessa união de lean com IA foi o incremento do OEE (Overall Equipment Effectiveness), indicador que mede a eficiência real de um equipamento ao calcular a relação entre disponibilidade, desempenho e qualidade.
Isso vem sendo impulsionado pelo uso de ‘copilotos industriais’, insights de IA que apoiam os operadores na condução dos processos, além da utilização de uma visão computacional para identificar atividades que não agregam valor, aumentando a produtividade e fornecendo uma compreensão muito mais detalhada de oportunidades de melhoria. “Hoje, o lean e a IA, juntos, facilitam a identificação de problemas, a análise das causas, a priorização das oportunidades e até mesmo a estimativa dos ganhos esperados, tornando o processo de melhoria contínua mais ágil e acessível para toda a organização”, explica. 
Segundo ele, outro resultado foi uma maior agilidade na tomada de decisão, agora baseada em dados e integrada entre diferentes áreas da empresa. O executivo explica que a atual correlação de informações, antes analisadas de forma isolada, vem intensificando a identificação cotidiana de oportunidades de melhoria, antes difíceis de perceber apenas com análises convencionais. “A união entre lean e IA representa a evolução dessa trajetória: ela potencializa um sistema de excelência já consolidado, ampliando a capacidade das pessoas de identificar oportunidades, resolver problemas e acelerar a geração de resultados sustentáveis”, diz o gerente, acrescentando que essa união representa hoje uma “quarta onda” da excelência operacional da empresa: o WMS Online, que une a cultura lean a uma plataforma global que integra dados industriais e utiliza como base a IA. 
O gerente acrescenta que, também no ambiente dos escritórios, a empresa disponibiliza uma plataforma de IA generativa que permite aos colaboradores criarem agentes próprios para automatizar tarefas repetitivas e analisar dados. “Na WEG, a IA não substitui o lean; ela amplia a capacidade que ele tem de gerar resultados e acelerar a busca pela excelência operacional", finaliza o executivo.

Foto: Divulgação

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