Arrecadação recorde de impostos
Texto: Redação Revista Anamaco
O Impostômetro, painel instalado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no centro histórico da capital paulista, atingiu, pela primeira vez, a marca de R$ 3,98 trilhões no último dia de 2025. Esse valor representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes brasileiros aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correção monetária. Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o Impostômetro registrou R$ 3,6 trilhões, houve um crescimento de 10,56%.
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, explica que esse aumento é devido a uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação tributária, como o aquecimento da atividade econômica.
Segundo ele, a inflação também desempenhou um papel relevante, uma vez que o sistema tributário brasileiro é, majoritariamente, baseado em impostos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços dos bens e serviços.
O economista aponta outros fatores que explicam o crescimento da arrecadação: a tributação de fundos exclusivos e offshores; mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados; retomada da tributação sobre combustíveis; a tributação das apostas (Bets); impostos sobre encomendas internacionais (como a taxa sobre as “blusinhas”); a reoneração gradual da folha de pagamentos; o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (PERSE); o aumento das alíquotas do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). “Esse esforço legislativo e fiscal, somado ao crescimento da atividade econômica e à inflação, acabou refletindo, diretamente, no salto registrado pelo Impostômetro, sinalizando uma arrecadação mais robusta e abrangente para 2025”, frisa Gamboa.
Foto: Adobe Stock




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